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Fonte: Valor Econômico

O diretor financeiro e de relações com investidores da Petrobras, Ivan Monteiro, disse que ainda é “muito cedo para falar de tendências” para o mercado após a eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos. “Mas já é claro que a volatilidade aumentou. Eu acho que é um comportamento que devemos esperar daqui para frente”, afirmou.
Ao ser questionado por jornalistas sobre os efeitos da chegada de Trump à presidência americana, Monteiro chamou a atenção para comportamento de indicadores do câmbio, da taxa de juros e Treasuries (títulos do Tesouro americano). “À medida que for divulgada a equipe [de governo de Trump] vamos ter maior noção”, disse Monteiro.
Na avaliação da diretora de exploração e produção da estatal, Solange Guedes, “se houver”, o impacto da eleição de Trump tende a ser de curto prazo. A Petrobras opera no Golfo do México americano, lembrou, “os parceiros que temos no Golfo do México são os mesmos que temos aqui [no Brasil] e é uma relação de contratos de dez a quinze anos”.
Para ela, as empresas que trabalham com a Petrobras procuram uma relação de longo prazo. “E o que conta são as nossas construções e as nossas visões a longo prazo”, acrescentou Solange. Na mesma linha, Ivan Monteiro tentou minimizar os impactos da eleição americana.

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