Petrobras vende para a Total 70% da Landulpho Alves, diz sindicato

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Fonte: Correio da Bahia – BA

A Petrobras vendeu 70% da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), no município baiano de São Francisco do Conde, anunciou na última sexta-feira (12) o Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-Ba), em seu site. Atualmente, a Rlam é a segunda refinaria do Brasil em capacidade de processamento. O controle da unidade, primeira com capacidade de refino no Sistema Petrobras e em operação deste 1950, teria sido passado para uma “multinacional petrolífera”, segundo representantes dos trabalhadores, sem especificar o nome da empresa.

A Refinaria Landulpho Alves em operação desde 1950 (Foto: Arquivo CORREIO)
Em conversas anteriores, representantes do Sindipetro informaram que a estatal brasileira de petróleo mantinha conversas adiantadas com a francesa Total, que inclusive tem participações em usinas térmicas na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Os petroleiros dizem que a Petrobras vai permanecer como acionista minoritária da Rlam, com os 30% restantes. “A gestão da refinaria, localizada na Bahia, passa a ser feita pela nova empresa, que já começou a realizar levantamento dos empregados lotados na unidade, o seu perfil, benefícios que recebem, afastamentos, contratos existentes e quantidade de terceirizados”, informa o Sindipetro em nota.
Ainda de acordo com o sindicato, a venda incluiria “o quadro de empregados e todo o sistema logístico da Rlam”. Em 2014, a Rlam chegou a empregar 1,4 mil trabalhadores, dizem os petroleiros. O diretor de comunicação do Sindipetro, Leonardo Urpia afirma, mesmo sem uma confirmação oficial, que a venda da Rlam foi consumada. “A Total já tem outras parcerias na região, através das termelétricas e parte do terminal”, lembra ele.
Questionada a respeito do assunto, a Petrobras respondeu: “Conforme já comunicado ao mercado, os projetos de desinvestimentos e parcerias estão sendo submetidos individualmente à Diretoria Executiva e, se aprovados, serão divulgados ao mercado”. Em janeiro deste ano, a empresa foi mais enfática ao negar a venda. Informou na época: “não procede qualquer informação” sobre a venda da Rlam.

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