Petroleiras divulgam balanço e evidenciam preocupação com retomada

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Exame – Online

Alguns setores são óbvios beneficiários das mudanças da economia provocadas pela pandemia do novo coronavírus, como o de tecnologia. Em outros, a capacidade individual de inovação na crise determina o sucesso ou fracasso de cada empresa. No caso das petroleiras, porém, os investidores já sabem: a covid-19 fez um grande estrago nas finanças e deve continuar pesando por um bom tempo.

A Exxon Mobil e a Chevron, as duas maiores produtoras de petróleo dos Estados Unidos em valor de mercado, divulgam nesta sexta-feira, 31, antes da abertura da bolsa de Nova York, os seus balanços relativos ao segundo trimestre do ano.

A projeção média dos analistas é de que a Exxon anuncie um prejuízo de 63 centavos de dólar por ação no período de abril a junho deste ano, comparável a um lucro de 73 centavos de dólar por ação um ano antes. Suas receitas devem ter recuado 47,8%, para 36,1 bilhões de dólares. Para a Chevron, a estimativa é de um prejuízo de 85 centavos de dólar por ação no segundo trimestre ano contra um lucro de 2,27 dólares por ação no mesmo intervalo de 2019. A baixa do faturamento deve ser de 47,3%, a 20,49 bilhões de dólares.

Ontem, a Shell, subsidiária americana do grupo anglo-holandês, anunciou uma queda de 81,8% no lucro trimestral, para 638 milhões de dólares. A brasileira Petrobras informou que teve um prejuízo de 2,7 bilhões de reais.

Em todo o mundo, as petroleiras sofreram com a queda na demanda por combustível devido ao isolamento social para deter o contágio da infecção respiratória covid-19. Os preços do petróleo se recuperaram um pouco desde o forte tombo de abril, porém, com o barril na casa de 40 dólares, ainda estão cerca de 30% abaixo do início do ano.

Pior do que os números passados é a imensa incerteza para o curto e médio prazo. O surgimento de novos focos de coronavírus em todo o mundo levanta dúvidas sobre a esperada retomada da economia. Para enfrentar o que pode ser um longo período de vacas magras, a Exxon já anunciou um profundo corte de custos, com demissão de funcionários. Os próximos meses tendem a ser bastante tensos no setor que move o mundo e agora enfrenta uma inédita paralisia.

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