Petróleo fecha em alta, monitorando problemas de oferta na Noruega

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Fonte: IstoÉ

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta terça-feira, 10, em meio a uma greve em plataformas de petróleo e gás na Noruega, o que levantou novas preocupações sobre escassez da commodity em meio a questões relacionadas com a oferta de óleo pela Venezuela e pelo Irã.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para entrega em agosto fechou em alta de 0,35%, para US$ 74,11 por barril. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do Brent para setembro avançou 1,01%, para US$ 78,86.

Trabalhadores de plataformas offshore de petróleo e gás da Noruega entraram em greve após rejeitarem uma proposta de acordo salarial esta semana. A greve paralisou a produção no campo de Knarr, da Royal Dutch Shell, no Mar do Norte, levantando preocupações quanto a uma possível escassez da oferta, o que acabou empurrando os preços para cima nesta terça-feira, de acordo com a economista-chefe da Stifel Economics, Lindsey Piegza. O mercado global de petróleo já apresentava restrições na oferta devido a questões estruturais na Líbia e no Canadá.

Os preços mais altos do petróleo indicavam, de acordo com analistas, que os investidores perdiam a confiança de que a alta na produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) seria suficiente para compensar vários problemas na oferta. “Os preços têm se sustentado bem, já que a alta na produção dos membros da Opep capazes disso levou a capacidade de oferta global perigosamente para baixo”, afirmou Tamas Varga, analista da corretora PVM, acrescentando que problemas na oferta poderiam elevar o preço do Brent a US$ 100 por barril.

Os embarques de petróleo da Rússia e da Arábia Saudita aumentaram nas últimas semanas, após a Opep e seus aliados concordarem em produzir mais, o que diminui os estoques globais desde janeiro de 2017. Analistas disseram que o principal fator no segundo semestre é quanto de petróleo iraniano será perdido no mercado internacional, após os EUA voltarem a impor sanções contra o país, em novembro. Clientes da Europa já reduziram bastante suas compras.

As exportações iranianas devem cair entre 800 mil a 1 milhão de barris por dia, em comparação com o nível atual, de 2,2 milhões de barris, afirmou o diretor de pesquisa para Oriente Médio e norte da África do banco MUFG, Ehsan Khoman. Nações como Síria, Índia, China e Turquia devem seguir como compradores, apesar do desejo dos EUA de reduzir a zero as exportações do Irã, acrescentou Khoman. (Com informações da Dow Jones Newswires)

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