Política de preço para gás de cozinha chega ao fim

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Fonte: Valor Online

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) revogou a norma que permitia a prática de preços diferenciados do gás liquefeito de petróleo (GLP), mais conhecido como gás de cozinha.
A medida passa a valer em março de 2020, mas o governo acredita que terá efeitos imediatos sobre o preço, visto que o mercado já começará a se adequar ao novo cenário.
O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse que o fim da política de preços diferenciados para o gás de cozinha deve resultar em redução dos preços para o consumidor final. Albuquerque mencionou simulações feitas em conjunto com a equipe econômica, mas não divulgou uma estimativa oficial.
Albuquerque acredita que o preço do gás de cozinha na refinaria, hoje em cerca de R$ 23 para o equivalente a um botijão de 13 quilos, passaria a algo entre R$ 16 ou R$ 17 com a mudança. “Acabando com a diferenciação, quem comercializa isso vai poder vender mais barato." Dona de 99% do mercado, a Petrobras aplica um preço menor para esse botijão, compensando a diferença no restante do gás. Essa diferença, que segundo o ministro já passou dos 70%, está hoje em cerca de 5%.
Na avaliação do governo, o fim da diferenciação terá um efeito positivo sobre atração de novos investimentos no setor e ampliação da concorrência, com consequências diretas sobre o preço final do produto. Cerca de 70% do gás natural liquefeito vendido atualmente no país é envazado em botijões de 13 quilos.
"Já temos um exemplo disso com a Copagás, que firmou contrato com a Bolívia para importação e abastecimento do Centro-Oeste. Entendemos que os preços internacionais estão favoráveis para acabar com a diferenciação", disse o ministro.
De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o fim da prática de preços diferenciados corrige distorções entre o GLP comercializado em botijões de até 13 kg e o granel e incentiva a entrada de outros agentes nas etapas de produção e importação. "A mudança contribui com o aumento da oferta de GLP e o desenvolvimento do mercado", informou o ministério em nota.

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