Sem venda de etanol, maioria das usinas não aguenta três meses, diz Unica

Petrobras amplia corte de produção de petróleo e ajusta processamento de refinarias
01/04/2020
Etanol: queda do petróleo e coronavírus põem em risco futuro do setor
01/04/2020
Mostrar tudo

Fonte: Valor Econômico

Se as distribuidoras diminuírem significativamente as compras de etanol, rompendo, flexibilizando e não realizando novos contratos, a maioria das usinas sucroalcooleiras do Centro-Sul não conseguirá garantir capital de giro para manter o andamento da nova safra por mais de três meses, afirmou Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica), ao Valor.

“Quem não tem três meses de capital de giro vai ter mais dificuldade. E muitas não passam de um mês, mesmo vendendo pouco”, afirmou. A safra 2020/21 começará oficialmente amanhã e as usinas estão começando a moer a cana neste momento.
Para bancar os custos da safra, as empresas desembolsam, em média, 70% de seu faturamento anual no período de safra para bancar os custos de produção — o que equivale a cerca de R$ 62 bilhões, considerando o faturamento estimado pela Unica para o Centro-Sul na temporada 2019/20, de R$ 88,5 bilhões.

Já espaço físico não é problema. Segundo Padua, as empresas do segmento fizeram investimentos recentes, até em função da proximidade do início do programa RenovaBio, e conseguiram aumentar a capacidade de tancagem própria de etanol, que hoje está em 60% da capacidade produtiva. Para ler esta notícia, clique aqui.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *