Sinal verde para a produção de etanol de milho no Brasil

Preço médio do etanol aumenta 1,34% em novembro, aponta IPTL
23/12/2016
Recessão econômica do Brasil põe conta do petróleo no azul
25/12/2016
Mostrar tudo

Fonte: Revista Canavieiros

As usinas canavieiras historicamente?enfrentam um?grande problema: a?falta de?matéria-prima para?a produção de?biocombustível durante a entressafra de cana. Nesse período, o setor sucroenergético ficava sempre “adormecido” durante quatro meses. A maior região produtora de cana, chamada de “Centro-Sul”, por exemplo,?amarga um período ocioso de dezembro a abril, enquanto que, para os produtores de cana-de-açúcar na região Nordeste, a entressafra ocorre de maio a setembro. Porém, as usinas encontraram no milho a solução para produzir etanol durante o ano inteiro. A produção pode dobrar Atualmente há dez usinas que processam cana-de-açúcar em Mato Grosso. Desse total, três são “flex”, ou seja, também utilizam o milho para produzir o biocombustível. Desde 2011, a Usimat está apostando nessa alternativa, com a produção de etanol de milho no município de Campos de Júlio, em Mato Grosso. Além dela, as usinas Libra, localizada em São José do Rio Claro, e a usina Porto Seguro, em Jaciara, estão com as operações a todo vapor. Juntas, as três usinas têm capacidade para produzir 150 milhões?de litros por ano. Para comparação, no período acumulado desde o início da atual safra de cana-de-açúcar até 16 de outubro, as usinas produziram 21,2 bilhões de litros de etanol, de acordo com dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar. Assim, é fácil constatar que o volume de etanol produzido a partir do milho é considerado muito inexpressivo. No entanto, os especialistas defendem que esse segmento vai avançar num ritmo acelerado. De acordo com Glauber Silveira, presidente da Câmara Setorial da Soja, órgão ligado ao Ministério da Agricultura, há duas novas usinas?em construção no estado e a expectativa do setor é dobrar a produção?já na próxima safra. “Com?a incorporação destas?duas novas?unidades?processadoras, na safra 2017/2018, passaremos dos 300 milhões de litros de etanol”, afirma. O negócio é lucrar mais Para entender melhor como o etanol de milho agrega valor?ao?cereal, Silveira cita, como exemplo, a produção em Mato Grosso. De janeiro até outubro deste ano, o estado exportou cerca de dez milhões de toneladas do grão, que renderam aproximadamente R$ 3 bilhões, de acordo com dados do Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Segundo Silveira, se esse volume de milho fosse processado para a produção de etanol, a produção seria de quatro bilhões de?litros?do combustível. Calculando a receita total, que inclui os ganhos com o etanol, geração de energia e com a venda de DDG (sigla em inglês para grão de destilaria seco, um subproduto do milho?altamente?proteico?e?muito valorizado como ração animal), o setor teria faturado cerca de R$ 13 bilhões. “Os ganhos com etanol de milho são fantásticos. Além disso, temos uma demanda crescente, pois o Brasil?não é autossuficiente em combustível e acaba importando gasolina”, diz Silveira. Não vai faltar milho? Mato Grosso, maior produtor brasileiro do cereal,?registrou recuo?de 5,5 milhões de toneladas,?produzindo?15,2 milhões na safra 2015/2016. De acordo?com?Silveira, ainda assim, as usinas de etanol de milho não têm motivos para preocupação. “Mesmo com quebra de safra este ano, ainda teve milho excedente para a produção de etanol e ainda conseguimos exportar 12 milhões de toneladas até outubro, um resultado bastante expressivo”, diz. “Além disso, para o ano que vem, a estimativa é de uma safra de alta produtividade.” As usinas canavieiras historicamente?enfrentam um?grande problema: a?falta de?matéria-prima para?a produção de?biocombustível durante a entressafra de cana. Nesse período, o setor sucroenergético ficava sempre “adormecido” durante quatro meses. A maior região produtora de cana, chamada de “Centro-Sul”, por exemplo,?amarga um período ocioso de dezembro a abril, enquanto que, para os produtores de cana-de-açúcar na região Nordeste, a entressafra ocorre de maio a setembro. Porém, as usinas encontraram no milho a solução para produzir etanol durante o ano inteiro. A produção pode dobrar Atualmente há dez usinas que processam cana-de-açúcar em Mato Grosso. Desse total, três são “flex”, ou seja, também utilizam o milho para produzir o biocombustível. Desde 2011, a Usimat está apostando nessa alternativa, com a produção de etanol de milho no município de Campos de Júlio, em Mato Grosso.
Além dela, as usinas Libra, localizada em São José do Rio Claro, e a usina Porto Seguro, em Jaciara, estão com as operações a todo vapor. Juntas, as três usinas têm capacidade para produzir 150 milhões?de litros por ano. Para comparação, no período acumulado desde o início da atual safra de cana-de-açúcar até 16 de outubro, as usinas produziram 21,2 bilhões de litros de etanol, de acordo com dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar. Assim, é fácil constatar que o volume de etanol produzido a partir do milho é considerado muito inexpressivo. No entanto, os especialistas defendem que esse segmento vai avançar num ritmo acelerado. De acordo com Glauber Silveira, presidente da Câmara Setorial da Soja, órgão ligado ao Ministério da Agricultura, há duas novas usinas?em construção no estado e a expectativa do setor é dobrar a produção?já na próxima safra. “Com?a incorporação destas?duas novas?unidades?processadoras, na safra 2017/2018, passaremos dos 300 milhões de litros de etanol”, afirma. O negócio é lucrar mais Para entender melhor como o etanol de milho agrega valor?ao?cereal, Silveira cita, como exemplo, a produção em Mato Grosso. De janeiro até outubro deste ano, o estado exportou cerca de dez milhões de toneladas do grão, que renderam aproximadamente R$ 3 bilhões, de acordo com dados do Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Segundo Silveira, se esse volume de milho fosse processado para a produção de etanol, a produção seria de quatro bilhões de?litros?do combustível. Calculando a receita total, que inclui os ganhos com o etanol, geração de energia e com a venda de DDG (sigla em inglês para grão de destilaria seco, um subproduto do milho?altamente?proteico?e?muito valorizado como ração animal), o setor teria faturado cerca de R$ 13 bilhões. “Os ganhos com etanol de milho são fantásticos.
Além disso, temos uma demanda crescente, pois o Brasil?não é autossuficiente em combustível e acaba importando gasolina”, diz Silveira. Não vai faltar milho? Mato Grosso, maior produtor brasileiro do cereal,?registrou recuo?de 5,5 milhões de toneladas,?produzindo?15,2 milhões na safra 2015/2016. De acordo?com?Silveira, ainda assim, as usinas de etanol de milho não têm motivos para preocupação.
“Mesmo com quebra de safra este ano, ainda teve milho excedente para a produção de etanol e ainda conseguimos exportar 12 milhões de toneladas até outubro, um resultado bastante expressivo”, diz. “Além disso, para o ano que vem, a estimativa é de uma safra de alta produtividade.”

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *