SP: Projeto quer ônibus a biodiesel e 1500 elétricos a partir de 2037

Renault diz que carros elétricos terão preços iguais aos de gasolina e diesel em 2020
11/05/2017
Varejo do Brasil despenca 1,9% em março, pior resultado em 14 anos
11/05/2017
Mostrar tudo

Fonte: Brasil Agro

A lei 14,933, de 5 de junho 2009, conhecida como Lei de Mudanças Climáticas, que em seu artigo 50 determina que todos os ônibus em São Paulo não sejam dependentes de combustíveis fósseis a partir de 2018, não será cumprida. Dos aproximadamente 14.700 ônibus municipais que rodam pela capital paulista, nem 7% se enquadrariam nas exigências da lei.
O cronograma foi feito em 2009 e previa substituição gradual de 10% ao ano para a meta fosse cumprida, o que não ocorreu.
No entanto, agora prestes a licitação dos transportes, que deve definir um modelo de prestação de serviços na capital paulista, um projeto pretende criar um novo cronograma alterando os artigos 50 e 51 desta Lei de Mudanças Climáticas.
De autoria do vereador Milton Leite (DEM), o projeto de lei 01-00300/2017 privilegia o biodiesel na transição para uma frota menos poluente.
Segundo a proposta, já em 2018, todos os ônibus deverão ser abastecidos com a mistura B 20, ou seja, 20% de biodiesel ao diesel convencional. Já em 2020, todos os ônibus deverão operar com B100 – 100% de biodiesel.
Ainda em 2018, pelo projeto, metade da frota de ônibus em São Paulo já terá de ser de tecnologia Euro 5, com base nas atuais normas de restrição à poluição para veículos a diesel, que entrou em vigor em 2013. A tecnologia anterior, Euro 3, deverá desaparecer em 2021.
O projeto também quer que a partir de 2022, ao menos 10% da frota de ônibus já tenham tecnologia Euro 6, que é mais evoluída que a atual Euro 5. No entanto, este padrão que já é usado na Europa, por exemplo, ainda não está presente na produção de ônibus e caminhões brasileiros.
Já em relação aos ônibus elétricos, a substituição deve começar apenas em 2023 pela proposta de Milton Leite, com a inserção 75 veículos. A intenção é que haja um mínimo de 1500 ônibus elétricos (à bateria ou trólebus) a partir de 2037.
O projeto precisa ser votado na Câmara e só depois será levado ao prefeito João Doria. No entanto, pelo que adiantou o secretário Municipal de Transportes e Mobilidade, Sérgio Avelleda, a intenção da prefeitura é impor a redução de emissões e deixar que as próprias empresas de ônibus escolham os modelos para cumprir as metas: https://diariodotransporte.com.br/2017/03/27/avelleda-diz-que-prefeitura-deve-estipular-metas-de-restricao-a-poluicao-mas-nao-definir-tipo-de-onibus-nao-poluentes/

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *