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Fonte: A Tarde

Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-BA) denuncia a demissão de 2,5 mil funcionários terceirizados da Petrobras na Bahia, além do remanejamento de 1,5 mil trabalhadores concursados para outros estados e a desocupação do Edifício Torre Pituba até o final do ano.
A Petrobras informou que entende a situação como uma oportunidade de redução de custos, incluindo a ocupação do Edifício Torre Pituba. A empresa aponta que a mudança do prédio é algo normal. Em nota, a estatal cita as mudanças ocorridas em São Paulo, como exemplo, para explicar a situação que ocorre na Bahia: “Já foi desocupado o Edisp, em São Paulo, contratadas novas instalações e realocadas algumas equipes, gerando uma economia anual de cerca de R$ 20 milhões para a companhia.
Para o Sindicato, o objetivo da atual gestão é encerrar as atividades no prédio, onde funciona a sede administrativa na Bahia. Segundo a Sindipetro, a empresa fecharia o prédio por meio da transferência de trabalhadores e também do Programa de Demissão Voluntária (PDV), com foco nas pessoas que têm tempo para se aposentar.
Os funcionários podem ser transferidos para os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, e outra parte pode ser remanejada para a unidade de São Sebastião do Passé.
Segundo o diretor do Sindipetro, Radiovaldo Costa, a retirada da empresa do estado pode causar um impacto grande na economia baiana.“A UO-BA (Unidade Operacional) é um negócio de R$ 3,5 bilhões por ano. Não tem nenhuma empresa privada na Bahia que fature isso”, afirma o diretor, que acredita ser esta uma decisão política: “A avaliação do sindicato é que esta decisão é política, não tem viés financeiro. É uma ataque à economia baiana, vai gerar desemprego e afetar nossa economia”, diz ele.
A empresa atua em várias cidades do estado, sendo o único lugar do Brasil onde a Petrobras desenvolve todas as suas atividades econômicas. A estatal tem a RLAM (refino), Transpetro (logística) Fafen (fertilizantes, ureia e amônia) PBIO (Biodiesel), Termoelétricas (energia), Campos Terrestres (produção de petróleo e gás) e EDIBA (prédio administrativo).
As unidades do interior também podem passar por mudanças. “A estatal já vinha sinalizando a diminuição da empresa no estado ou a saída completa. A RLAM e Transpetro foram colocados à venda, os Campos de Petróleo na região de Catu, Candeias, São Sebastião, Alagoinhas e Pojuca também estão à venda. A Fafen está em processo de paralisação, ela vai ser fechada e não vendida. “Essas medidas somadas fazem parte de um plano maior da retirada da Petrobrás do estado”, afirma o coordenador da Sindipetro, Jairo Batista.
A companhia tem uma visão oposta da apontada pelo sindicato. A Petrobras avalia que as transferências e a mobilidade de pessoas entre prédios ou mesmo entre diferentes unidades ou áreas de atuação é natural nas empresas.
O diretor Radiovaldo aponta que o processo de transferência interna dos funcionários começa no dia 1 de novembro, com um segunda etapa de transferência no dia 2 de dezembro, encerrando o processo no mês de janeiro.
Confira a nota completa da Petrobras:
“A Petrobras avalia oportunidades de redução de custos em todos os seus processos e atividades, incluindo a ocupação predial. Esse movimento não é pontual em uma região específica; ele é contínuo e faz parte de uma gestão responsável dos recursos.
Esse ano, por exemplo, já foi desocupado o Edisp, em São Paulo, contratadas novas instalações e realocadas algumas equipes, gerando uma economia anual de cerca de R$ 20 milhões para a companhia. Com o mesmo intuito, estão sendo desocupados o Edifício Ventura, no Centro do Rio de Janeiro, e o Edifício Novo Cavaleiros, em Macaé. Estão em andamento estudos sobre outras instalações, de forma a adequar a ocupação dos espaços à estratégia de negócio da Petrobras.
A mobilidade de pessoas entre prédios ou mesmo entre diferentes unidades ou áreas de atuação é natural nas empresas. Alguns processos podem ser centralizados; para outros, a solução pode ser utilizar espaços disponíveis em instalações próximas ou mesmo contratar novas instalações, mais otimizadas e menos onerosas, como ocorreu em São Paulo”.

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