EIXOS
O mercado de petróleo global teve um leve alívio na quarta-feira (20/5), em meio às informações de que foi liberado o trânsito para alguns navios petroleiros que estavam retidos no Estreito de Ormuz desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã. Entretanto, o setor mantém preocupações com o suprimento global, sobretudo para o segundo semestre.
Mesmo com os sinais positivos, a interrupção dos fluxos de petróleo no Oriente Médio vai continuar a impactar o mercado e os preços globais no segundo semestre, indicam especialistas.
Uma das principais preocupações no momento é a reposição dos estoques que foram liberados nas primeiras semanas do conflito.
Mas, mesmo que EUA e Irã cheguem a um acordo de paz nas próximas semanas, os volumes que chegarem ao mercado nos próximos meses devem ser usados para repor os estoques.
Para o Brasil, o cenário é preocupante, pois parte do suprimento nacional tem sido atendido pela importação da Rússia, que pode ter menor disponibilidade nos próximos meses.
O período coincide com o pico da demanda nacional por diesel, devido à safra do agronegócio.
Imposto de exportação. A declaração do presidente Lula (PT) sobre o uso do imposto de exportação do petróleo para subsidiar combustíveis reforçou a avaliação de advogados de que a medida provisória é inconstitucional, e pode causar, inclusive, questionamentos relacionados aos interesses de acionistas minoritários da Petrobras.
Impactos no gás. A Petrobras avalia internamente diferentes soluções — e não só o parcelamento — para suavizar o aumento do preço do gás natural no próximo reajuste trimestral, em agosto, disse na quarta-feira (20/5) o gerente geral de Comercialização de Gás e Energia da estatal, João Marcello Barreto.
Remuneração de infraestruturas. A Nova Transportadora do Sudeste (NTS) acusa a Petrobras de fornecer à ANP “documentos internos unilateralmente produzidos” e “com claro interesse econômico envolvido”, para tentar reduzir a remuneração das infraestruturas de transporte de gás natural que a própria estatal vendeu por dezenas de bilhões de reais há menos de dez anos.