Shell quer desarmar a bomba da Raízen antes de trocar comando no Brasil 

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Shell trabalha com um fator adicional de pressão na renegociação do passivo da Raízen: a já anunciada troca no comando da sua operação no Brasil. O grupo anglo-holandês considera prioritário fechar o acordo com os credores antes de agosto, quando João Santos Rosa assumirá o cargo de CEO no país em substituição a Cristiano Pinto da Costa. A reestruturação da Raízen passa pela complexa repactuação de uma dívida de R$ 65 bilhões. Não só: envolve também a venda de mais ativos, uma draconiana redução de custos e demissões. Trata-se de um “trabalho sujo” que cai melhor na conta de quem já está de saída. Por sinal, nos corredores da Shell o que se diz é que toda essa crise, se não foi determinante para a sucessão, certamente precipitou a troca na presidência da subsidiária brasileira. O atual CEO, Pinto da Costa, carrega todo o desgaste da dura queda de braço com os credores – o executivo está na linha de frente das tratativas com bancos e bondholders. Nesse período, acumulou também atritos com a direção da Cosan, com quem a Shell divide o controle da Raízen. O grupo não quer contaminar a nova gestão no Brasil com toda essa combustão financeira e institucional.

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