A TARDE
Associações que representam as distribuidoras independentes articulam representações formais perante a ANP
Uma cooperação comercial iniciada em junho de 2024 entre a gigante Raízen e a distribuidora Federal Energia vem provocando um mal-estar e contestações entre os concorrentes do setor de distribuição de combustíveis.
Companhias rivais alegam que o modelo de atuação conjunta permite a prática de preços artificialmente reduzidos, desequilibrando as condições de livre concorrência no mercado nacional e prejudicando os negócios das demais marcas.
As queixas estruturais do mercado estão fundamentadas em três vertentes comerciais e logísticas:
O cerne do diferencial competitivo da Federal Energia decorre de uma decisão da 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O processo teve início em 2008, após o governo federal alterar as regras tributárias para permitir que refinarias (produtoras) e importadoras de petróleo descontassem créditos sobre insumos adquiridos.
Por ser apenas uma distribuidora e não atuar na produção ou importação, a Federal Energia originalmente não se enquadrava no benefício, uma vez que não recolhia PIS e Cofins nessas operações.