BR Distribuidora seguirá forte apesar de um 2º tri mais fraco, diz Credit Suisse

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Fonte: Valor Investe

O Credit Suisse afirmou que os resultados da BR Distribuidora não deverão vir tão ruins, dadas as circunstâncias da pandemia, que reduziu a mobilidade urbana. A companhia vai divulgar os resultados financeiros na próxima terça-feira (11) e a covid-19 terá um papel importante nos números.
“Olhando além do barulho deste trimestre, a BR Distribuidora continua sendo a nossa principal escolha e, em nossa opinião, o preço atual da ação não reflete os ganhos de eficiência e as medidas de economia de custos”, diz o relatório.
Mais importante, destaca o Credit, os ganhos na estrutura da organização, de R$ 650 milhões por ano e as renegociações de frete que podem render R$ 150 milhões por ano, têm natureza recorrente.
“Acreditamos que a privatização continuará a dar frutos e continuamos positivos na empresa, apesar do trimestre difícil”, diz o Credit, que mantém a recomendação de compra o preço-alvo em R$ 32. Na B3, as ações sobem 1,64%, negociadas a R$ 21,77.
Para o segundo trimestre, os preços mais baixos do petróleo e da demanda enfraquecida podem atingir as margens da empresa e os volumes. “Estimamos um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de R$ 487 milhões, 10% menor que o do ano passado, principalmente devido às quedas de 21% nas vendas”, diz o banco, que prevê um lucro líquido 3% menor, de R$ 228 milhões
A BR Distribuidora pode ter ganhos adicionais decorrentes dos R$ 292 milhões de posição aberta de hedge que não foram reconhecidas no primeiro trimestre. “A empresa também pode se beneficiar da recuperação de PIS/Cofins de R$ 376 milhões”, segundo o banco.

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