País concentra mais de 580 mil veículos eletrificados e 2.317 ônibus elétricos, segundo monitor da Olacde
Brasil Energia
O Brasil vendeu 91.483 veículos leves elétricos ou híbridos plug-in no primeiro semestre de 2026, alta de 193% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Organização Latino-Americana e Caribenha de Energia (Olacde).
De acordo com o monitor da entidade para mobilidade elétrica, o país também concentra a maior frota de veículos eletrificados da América Latina e do Caribe, com mais de 580 mil unidades.
A frota regional chegou a 1,016 milhão de veículos 100% elétricos (BEV) e híbridos plug-in (PHEV) em junho, depois da incorporação de 285.785 unidades somente no primeiro semestre. Os modelos eletrificados já representam 10% das vendas de veículos leves na região em 2026, enquanto Brasil, Argentina, Equador, Colômbia e Uruguai registraram os maiores crescimentos anuais do mercado.
A infraestrutura brasileira também acompanha a expansão da frota, com 25.429 estações públicas de recarga registradas no período. No transporte coletivo, o país tinha em junho 2.317 ônibus elétricos, segunda maior frota regional, atrás apenas do Chile, que somava 5.059 unidades. Ao todo, a América Latina e o Caribe chegaram a 10.685 ônibus elétricos.
A Organização destaca que a expansão dos veículos eletrificados tem impacto sobre o consumo de energia e sobre a exposição dos países às oscilações dos preços internacionais de combustíveis.
A Olacde estima uma economia anual de US$ 2.240 por automóvel 100% elétrico e de US$ 26.210 por ônibus elétrico, o que resulta, considerando a frota regional, em uma economia energética estimada em US$ 1,519 bilhão por ano, equivalente a cerca de US$ 4 milhões por dia.
Por fim, a entidade aponta que a expansão da mobilidade elétrica exigirá investimentos adicionais em infraestrutura de recarga, planejamento das redes de distribuição e condições de financiamento competitivas. O tema estará entre os assuntos da I Cúpula Regional de Mobilidade Sustentável, marcada para 26 de novembro, em Quito, no Equador.