Com greve na PBio, oferta no Leilão 80 fica menor

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BiodieselBR

Não deve faltar produto, mas o mercado certamente ficou um pouco mais estreito. Encerrada a Etapa 2 do 80º Leilão de Biodiesel (L80), as 45 usinas que estavam habilitadas para participar do certamente colocaram a venda 1.457,8 milhares de m³. Isso representa uma contração de aproximadamente 2,9% em relação ao volume que havia sido disponibilizado pelos fabricantes no bimestre anterior.
A estimativa de BiodieselBR.com é que as distribuidoras comprem entre 1,10 e 1,15 milhão de m³. Isso assegura um saldo de quase 310 mil m³.
Essa é a primeira retração na oferta das usinas desde o L76. Entre os leilões 72 e 76, o setor enfrentou não somente as turbulências causadas pelos efeitos do coronavírus sobre o mercado consumidor como, ainda, uma séria restrição sobre a disponibilidade de matérias-primas no mercado interno. A soma desses dois efeitos foi o que levou o governo federal a decretar os primeiros cortes na mistura obrigatória de biodiesel na história do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB).
No quinto bimestre de 2020, a mistura foi reduzida de B12 para B10 pela ANP para responder à baixa oferta das usinas no L75. No leilão seguinte, a mistura foi para 11%.
Não deve faltar produto, mas o mercado certamente ficou um pouco mais estreito. Encerrada a Etapa 2 do 80º Leilão de Biodiesel (L80), as 45 usinas que estavam habilitadas para participar do certamente colocaram a venda 1.457,8 milhares de m³. Isso representa uma contração de aproximadamente 2,9% em relação ao volume que havia sido disponibilizado pelos fabricantes no bimestre anterior.
A estimativa de BiodieselBR.com é que as distribuidoras comprem entre 1,10 e 1,15 milhão de m³. Isso assegura um saldo de quase 310 mil m³.
Essa é a primeira retração na oferta das usinas desde o L76. Entre os leilões 72 e 76, o setor enfrentou não somente as turbulências causadas pelos efeitos do coronavírus sobre o mercado consumidor como, ainda, uma séria restrição sobre a disponibilidade de matérias-primas no mercado interno. A soma desses dois efeitos foi o que levou o governo federal a decretar os primeiros cortes na mistura obrigatória de biodiesel na história do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB).
No quinto bimestre de 2020, a mistura foi reduzida de B12 para B10 pela ANP para responder à baixa oferta das usinas no L75. No leilão seguinte, a mistura foi para 11%.
A situação só seria normalizada no L77, depois que o governo liberou a importação de matérias-primas.
Em greve
No L79, tivemos uma nova redução na mistura obrigatória que foi do B13 para B10. Dessa vez, contudo, o problema não foi oferta; foi o preço do biodiesel num momento em que essa tinha se tornado uma fonte de desgaste na relação entre o governo Bolsonaro grupos de caminhoneiros que fazem parte da base eleitoral o presidente. E, contrariando a expectativa do setor, o B10 foi mantido por mais um bimestre.
Curiosamente, o B10 não parece ter sido o fator mais importante na redução da oferta no L80. O fiel da balança neste resultado foi a decisão da Petrobras Biocombustível (PBio) de não ofertar biodiesel neste certame. A subsidiária do Grupo Petrobras vinha participando regularmente dos leilões de biodiesel desde 2008.
Nominalmente, o motivo da desistência parece ter sido a greve de funcionários das usinas de Candeias (BA) e Montes Claro (MG) que está entrando em sua terceira semana. Há tempos, contudo, a Petrobras já vem demonstrando um interesse bastante limitado por seus negócios no ramo de biocombustíveis.
As duas usinas de biodiesel são os últimos ativos da petroleira no segmento e estão em processo de venda desde agosto de 2020.
A saída da PBio retirou quase 83,5 mil m³ em capacidade de oferta do páreo. No leilão anterior, a empresa foi responsável pela oferta de 53 mil m³ – 33 mil m³ da unidade de Candeias e 20 mil m³ da usina de Montes Claros. Se não fosse por essa diferença, a oferta no L80 teria sido ligeiramente superior à do L79.
Das 45 usinas que participaram do L80, 11 aumentaram suas ofertas em relação ao leilão anterior ampliando suas ofertas em aproximadamente 43,5 mil m³. Já 10 plantas – contando aí as unidades da PBio – pisaram no freio retirando do mercado 87,4 mil m³. Esse negativo cairia para 34,4 mil m³ caso a PBio tivesse participado da disputa com a mesma oferta do último bimestre.
Preço alto
Além da redução da oferta, o preço do biodiesel também se manteve elevado no L80. Em média, as usinas estão pedindo R$ 7.061,48 por cada m³ de biodiesel. Esse valor é 0,4% menor do que no mesmo ponto do leilão passado quando as usinas pediram R$ 7.087,73 por m³.
Desde as mudanças implementadas pela ANP no leilão passado, entretanto, o preço médio ao final da Etapa 2 tem efeito bastante limitado no resultado final. Pelo novo desenho da disputa, apenas as usinas do chamado Grupo I – que, grosso modo, é formado pelo terço das usinas habilitadas de menor capacidade instalada – precisam divulgar seu preço final. Todas as demais poderão ajustar os preços ao final da Etapa 3A que está marcada para acontecer amanhã (08).
No L80, temos 15 usinas no Grupo I. Juntas, essas usinas ofertaram um pouco menos de 148,7 mil m³ por uma média de R$ 6.837,22 por m³. Esse valor corresponde a 13,7% de deságio sobre o PMRs. As distribuidoras precisam adquirir entre 5% e 10% do volume que esperam arrematar no L80 destas unidades produtivas.
Pelo menos por enquanto, os outros 1.307,6 mil m³ ofertados pelas demais usinas habilitadas para o L80 estão custando R$ 7.085,79 por m³. Esse valor, contudo, deve cair consideravelmente. No L79, as usinas de grande porte e sem Selo Social saíram da Etapa 2 pedindo um a média de R$ 7.134,62 por m³, mas chegaram na Etapa 3B com seu produto sendo vendido a R$ 5.435,39.

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