Fonte: O Globo
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) sequer começou a implementar seu novo acordo para reduzir por seis meses a produção, mas os países-membros responsáveis pela maior parte do corte já se comprometem a prolongá-lo ou mesmo intensificá-lo.
Autoridades de Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos concordou com a expectativa da Arábia Saudita de que o grupo, juntamente com Rússia e outros produtores que não integram a Opep, estenderá o acordo por mais seis meses.
O ministro da Energia dos Emirados Árabes, segundo o qual o corte de 1,2 milhão de barris por dia eliminará o excesso dos estoques já no primeiro semestre, sugeriu que restrições adicionais poderiam ser discutidas.
– Os cortes planejados foram cuidadosamente estudados, mas se não funcionarem, nós sempre teremos a opção de convocar uma reunião extraordinária da Opep, como já o fizemos no passado – disse Suhail Mohammed Al Mazrouei, que também preside a Opep. – Se for preciso, vamos prorrogar o acordo por mais seis meses. Caso mais cortes sejam necessários, voltaremos a discutir para chegarmos a um equilíbrio.
Na semana passada, a cotação do petróleo no mercado internacional sofreu sua maior queda semanal desde 2016, reagindo a preocupações de que o enfraquecimento do crescimento econômico e o aumento da produção petrolífera dos EUA levará a excesso de oferta no ano que vem, anulando os esforços da Opep para estabilizar o mercado.
A queda continuou mesmo depois de a Opep e seus parceiros terem surpreendido o mercado com o tamanho do corte da produção anunciado em 7 de dezembro.