Do UOL
O preço médio da gasolina nos postos brasileiros caiu 0,6% em agosto, passando de R$ 6,57 para R$ 6,53 por litro. Já o diesel S10 permaneceu praticamente estável, com recuo de 0,9%, para R$ 6,90 por litro, mantendo-se abaixo da máxima registrada para o mês nos últimos cinco anos, de R$ 7,19, segundo o Boletim de Preços do Ineep (Instututo de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).
Preço da gasolina nos postos de combustíveis apresentou recuo de 0,6% em agosto. O valor variou de R$ 6,57 por litro, no mês anterior, para R$ 6,53, de acordo com o Boletim de Preços do Ineep (Instuto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). A margem de distribuição e revenda da gasolina apresentou queda após o valor recorde em julho, com um recuo de 13,0% entre julho e agosto, saindo de R$ 1,46 para R$ 1,27.
Já o preço médio nacional do diesel S10 ao consumidor se manteve estável em agosto. Houve pequena queda de 0,9% em relação ao mês anterior, chegando a R$ 6,90 por litro, mantendo-se em patamar abaixo da máxima dos últimos 5 anos para o mês (R$ 7,19).
Etanol hidratado também apresentou recuo no período. O preço médio nacional caiu 2,7% em agosto, para R$ 3,93 por litro, acumulando baixa de 16,8% desde março. Segundo o estudo, o movimento reflete principalmente a safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do país, período marcado por maior produção e oferta do biocombustível. O valor ficou abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado, quando o litro custava R$ 4,17.
Gás liquefeito de petróleo (GLP), vendido em botijões de 13 quilos, manteve trajetória de estabilidade. O preço médio nacional recuou apenas 0,3% entre julho e agosto, passando de R$ 114,22 para R$ 113,90 por botijão. O boletim ressalta que o GLP acumula três meses consecutivos de pouca variação, embora ainda permaneça acima da máxima registrada para o período nos últimos cinco anos, de R$ 111,62.
Apesar da retomada da alta do petróleo no mercado internacional, os combustíveis continuaram registrando ligeiras reduções no Brasil. O preço médio do barril de Brent subiu 8,7% em agosto, para US$ 91,08, impulsionado pelas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã e pelos impactos sobre a navegação no Estreito de Hormuz. Em reais, a valorização foi de 9,6%, alcançando R$ 469,06 por barril.
Queda dos combustíveis ao consumidor foi sustentada principalmente pelos preços praticados por refinarias e importadores, que permaneceram estáveis ou recuaram ao longo do mês. O estudo destaca ainda a política comercial da Petrobras, que manteve seus preços abaixo dos níveis estimados pela paridade de importação (PPI). No fim de agosto, a gasolina vendida pela estatal estava 25,4% abaixo do PPI, enquanto o diesel apresentava diferença de 44%.
Outro fator apontado para conter os reajustes foi a atuação do governo federal. A subvenção de R$ 0,44 por litro para a gasolina foi prorrogada até 9 de setembro, enquanto a MP 1.363/2026 manteve o subsídio de R$ 1,12 por litro para produtores e importadores de diesel até 26 de setembro. O relatório também destaca a aprovação de um novo mecanismo fiscal que permite à União reduzir temporariamente tributos sobre combustíveis em situações de pressão extraordinária sobre os preços.
Combinação das medidas fiscais, da expansão da oferta de derivados e da política de preços da Petrobras ajudou a limitar o repasse da alta internacional do petróleo ao consumidor brasileiro, diz Ineep. O efeito também foi percebido na inflação: o grupo combustíveis registrou queda de 1,18% no IPCA-15 de agosto, contribuindo para reduzir as pressões inflacionárias.Continua após a publicidade
Na gasolina, o maior preço médio regional foi registrado no Norte, com R$ 7,05 por litro, enquanto o Sudeste apresentou o menor valor, de R$ 6,37. Entre os estados, os maiores preços foram observados em Roraima (R$ 7,56) e Acre (R$ 7,47), e os menores em Minas Gerais (R$ 6,23), Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul (R$ 6,24).
No diesel S10, o Norte também registrou o maior preço médio do país, de R$ 7,25 por litro, enquanto o Sul apresentou o menor, de R$ 6,72. O Acre teve o combustível mais caro, a R$ 8,32 por litro, seguido da Bahia (R$ 7,34). Os menores preços foram registrados no Rio Grande do Sul (R$ 6,58) e em Goiás (R$ 6,68).
No caso do etanol, a região Norte concentrou o maior preço médio, de R$ 4,98 por litro, enquanto o Sudeste registrou o menor, de R$ 3,87. Entre os estados, os maiores valores foram observados no Amapá (R$ 5,89) e em Roraima (R$ 5,40), enquanto São Paulo (R$ 3,63) e Mato Grosso (R$ 3,74) apresentaram os menores preços médios do país.
Já o GLP teve preço médio de R$ 126,41 por botijão no Norte, o maior entre as regiões, e de R$ 112,19 no Sudeste, o menor. Roraima (R$ 142,06) e Tocantins (R$ 132,63) registraram as maiores médias estaduais, enquanto Rio de Janeiro (R$ 102,00) e Pernambuco (R$ 103,98) tiveram os menores preços do país.