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Os Estados Unidos vão anunciar nesta segunda-feira (23/3) um acordo com a major francesa TotalEnergies para ampliar investimentos na produção nacional de petróleo, em meio às restrições à oferta global devido à guerra no Oriente Médio.
- Com o objetivo de “acelerar investimentos em produção de energia, baixar custos para as famílias e fortalecer a segurança energética estadunidense”, o acordo será assinado pelo Secretário do Interior, Doug Burgum, durante a CERAweek, principal encontro de líderes do setor, promovido pela S&P Global, em Houston.
O encontro acontece após um final de semana marcado pelo ultimato do presidente dos EUA, Donald Trump, para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, sob ameaças de destruir usinas de energia elétrica do país persa. (Reuters/Valor)
- O Irã rejeitou o ultimato e afirmou que pode “fechar completamente” o estreito caso sofra novos ataques.
Em meio à maior disrupção na infraestrutura de óleo e gás das últimas décadas, representantes de governos e do mercado vão se reunir esta semana no Texas para reuniões e debates.
- As conversas vão ajudar a moldar as próximas decisões para a exploração e produção e o refino num contexto em que o barril de petróleo retornou à casa dos US$ 100. (UOL)
- A expectativa é que a conferência ajude a sinalizar os caminhos que o setor vai adotar para lidar com a atual conjuntura, que envolve não apenas o choque na oferta do Oriente Médio, mas também as perspectivas de retorno da produção da Venezuela ao mercado e as incertezas sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia.
- Há ainda uma série de discussões previstas sobre os impactos do atual cenário na tendência global de eletrificação, junto ao crescimento do uso da inteligência artificial.
O diretor da S&P Global, Felipe Perez, lembra que o Brasil tende a ter um papel importante nas discussões, dado que é um dos maiores produtores de petróleo do mundo que não está envolvido em conflitos.
- Enquanto isso, o país já sente impactos diretos do choque, com a alta nos preços dos combustíveis e sinais de dificuldades na importação, que revivem as discussões sobre a ampliação da capacidade de refino nacional.
- Perez lembra ainda que o Brasil retorna à conferência após sediar a COP30, o que deve levar a novas contribuições nas discussões sobre transição energética.
- O presidente da COP30, André Correa do Lago, está entre as autoridades previstas nas discussões, assim como o diretor-geral da ANP, Artur Watt, o diretor Pietro Mendes, as diretoras da Petrobras Renata Baruzzi e Sylvia dos Anjos e executivos de petroleiras privadas que atuam no país.
E a nossa equipe está em Houston para trazer as principais notícias da semana, que promete ser intensa. Acompanhe a cobertura no site e no canal do Youtube da eixos, único veículo da imprensa nacional com cobertura completa no local do evento.
Preço do barril. Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta na sexta-feira (20/3), com o Brent acumulando ganho semanal de 9%.
- O Brent para maio subiu 3,26% (US$ 3,54), a US$ 112,19 o barril.
- Investidores digeriram novos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e estratégias para reabrir o Estreito de Ormuz.
- A Organização Marítima Internacional (IMO, em inglês) anunciou que deseja criar um corredor humanitário no Estreito de Ormuz para retirar os navios presos no Golfo Pérsico.
No Brasil, alta do diesel. Em resposta às operações realizadas pela ANP para fiscalizar os preços em postos e bases de distribuição, seis entidades representativas do setor de abastecimento publicaram uma nota conjunta para esclarecer que os aumentos nos custos do diesel estão excedendo os subsídios.
- Em sua defesa, as empresas afirmam que o combustível está ficando mais caro na reposição dos estoques, além de custos de frete, por exemplo. Custos estes que vão além da redução do PIS/Cofins e da subvenção.