Do UOL
O preço da gasolina ficou mais caro no Brasil, enquanto o etanol, gás de cozinha e diesel baratearam na semana de 10 a 16 de maio, de acordo com a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).
Preço médio da gasolina subiu 0,15% na semana de 10 a 16 de maio, na comparação com a semana entre 3 e 9 de maio. No Brasil, o litro foi vendido a R$ 6,66, em média, e agora está 6,05% acima do valor praticado antes da guerra no Irã.
Valor da gasolina variou entre estados e capitais, com diferenças relevantes de preço. A média foi maior em Roraima (R$ 7,79), Acre (R$ 7,58) e Sergipe (R$ 7,52), e menor em Minas Gerais (R$ 6,21), Distrito Federal (R$ 6,24) e Maranhão (R$ 6,42). Boa Vista teve a maior média (R$ 7,70), e Belo Horizonte a menor (R$ 5,89). Na capital paulista, o litro ficou em R$ 6,53.
Preço médio do diesel recuou 0,7% no mesmo período, também na comparação com a semana de 3 a 9 de maio. A queda nominal foi de R$ 0,05, para R$ 7,00 por litro. O combustível está 16% mais caro do que antes da guerra no Irã.
O preço do diesel também oscilou pelo país, com médias diferentes entre estados e capitais. A média foi maior no Acre (R$ 7,84), Roraima (R$ 7,65) e Bahia (R$ 7,63), e menor em Minas Gerais (R$ 6,76), Goiás (R$ 6,77) e Espírito Santo (R$ 6,82). Palmas (TO) registrou a maior média entre as capitais (R$ (R$ 7,87), enquanto São Luís (MA) e João Pessoa (PB) a menor: R$ 6,67. Em São Paulo, o litro custou R$ 6,93.
O etanol foi vendido a R$ 4,38 por litro na média nacional, queda de 1,35% na comparação com a semana de 3 a 9 de maio. Em relação ao período anterior à guerra, o combustível ficou 5,39% mais barato.
Preço do etanol variou em todos os estados e capitais. A média foi maior no Amapá (R$ 5,89), Rio Grande do Norte (R$ 5,76) e Rondônia (R$ 5,72), e menor em São Paulo (R$ 4,07), Mato Grosso do Sul (R$ 4,26) e Mato Grosso (R$ 4,30). Macapá teve a maior média entre as capitais (R$ 5,86), e Belo Horizonte a menor (R$ 4,03). Na capital paulista, o litro foi vendido a R$ 4,12.
GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), usado no botijão de cozinha, caiu 0,14% na semana analisada. O preço médio nacional foi de R$ 114,77, 4,45% acima do que era cobrado antes da guerra.
Preço do botijão de gás também mudou conforme a região, com diferença grande entre estados. A média foi maior em Roraima (R$ 142,63), Tocantins (R$ 137,49) e Amapá (R$ 131,5), e menor no Rio de Janeiro (R$ 103,14), Espírito Santo (R$ 104,27) e Pernambuco (R$ 104,42). Boa Vista foi a capital com a maior média (R$ 142,63), enquanto a capital fluminense registrou a menor: R$ 98,25. O botijão custou R$ 118,66 na cidade de São Paulo.Continua após a publicidade
Em março, o governo lançou um pacote para conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra no Irã. As medidas incluem auxílio financeiro (subvenção) e isenções fiscais.
O Planalto criou uma subvenção de R$ 1,20 para o diesel importado. A medida contou com apoio dos estados, limitou o custo a R$ 4 bilhões e foi compensada pelo aumento de impostos sobre cigarros.
O diesel produzido no Brasil recebeu um subsídio federal de R$ 0,80 por litro. A regra exigiu que os produtores aumentassem o volume vendido e repassassem o desconto ao consumidor final.
A importação de gás de cozinha também teve ajuda de custo. O governo pagou R$ 850 por tonelada do produto importado para equiparar o preço ao do mercado nacional.
Os impostos federais sobre o biodiesel e o diesel foram zerados. A retirada do PIS e da Cofins reduziu o valor nas refinarias e gerou economia nas bombas.Continua após a publicidade