
O Governo da Bahia decidiu, nesta terça-feira (24/03/2026), adiar até junho de 2026 o aumento do ICMS sobre o etanol, que estava previsto para entrar em vigor nesta semana, atendendo a um pleito formal do Sindicombustíveis Bahia. A medida foi oficializada por meio do Decreto nº 24.438/2026, datado de 23 de março, com assinatura do governador Jerônimo Rodrigues, do secretário da Casa Civil, Afonso Florence, e do secretário da Fazenda, Manoel Vitório, em um contexto de forte pressão sobre os preços dos combustíveis decorrente da alta internacional do petróleo.
A decisão do governo estadual ocorre em meio a um cenário global de instabilidade, especialmente com o agravamento do conflito no Oriente Médio, que tem provocado elevação significativa no preço do barril de petróleo no mercado internacional.
Diante desse contexto, o adiamento do reajuste tributário sobre o etanol é apresentado como uma medida para reduzir impactos imediatos sobre os consumidores, evitando a ampliação dos custos em um momento de alta volatilidade no setor energético.
Segundo o Sindicombustíveis Bahia, o pleito foi conduzido pelo presidente da entidade, Glauco Mendes, que destacou a necessidade de sensibilidade do poder público frente às pressões externas que já influenciam diretamente o mercado local.
O sindicato enfatiza que os reajustes observados recentemente nos preços dos combustíveis não decorrem de decisões dos postos revendedores, mas sim de fatores estruturais ligados à cadeia de abastecimento.
Entre os principais pontos destacados:
Nesse modelo, os postos atuam como elo final, responsáveis apenas pela comercialização e pelo repasse dos valores já definidos ao longo da cadeia produtiva, sem ingerência sobre a formação dos preços.
Além do impacto sobre os consumidores, o setor de combustíveis também enfrenta dificuldades operacionais em razão do atual cenário econômico.
De acordo com a entidade, os principais desafios incluem:
Nesse ambiente de incerteza, o adiamento do ICMS é interpretado como uma medida que contribui para amenizar a pressão financeira tanto sobre empresas quanto sobre consumidores.
O Sindicombustíveis Bahia reforçou a importância da manutenção de um diálogo contínuo entre o setor privado e o poder público, com o objetivo de construir soluções equilibradas diante de um cenário global adverso.
A entidade informou que seguirá acompanhando a evolução do mercado e defendendo medidas que promovam:
A prorrogação do aumento do ICMS é vista, nesse sentido, como uma resposta pontual a uma conjuntura excepcional, marcada por fatores externos que fogem ao controle das autoridades locais.