EIXOS
Os ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente homologaram na quarta-feira (7/10) o resultado do quinto leilão do Eco Invest Brasil, com R$ 49,95 bilhões em investimentos previstos para seis cadeias produtivas ligadas à inovação e à transformação ecológica.
A disputa recebeu 23 propostas de seis instituições financeiras, com demanda de R$ 181,3 bilhões.
Entre os segmentos de energia, o HSBC foi selecionado para estruturar fundos e operações de crédito para combustíveis verdes avançados, biogás e biometano, com R$ 5,2 bilhões.
O Santander ficou com a cadeia de beneficiamento de minerais críticos, baterias e mobilidade elétrica, com R$ 6,5 bilhões.
Dentro das atividades priorizadas pelos bancos, baterias e sistemas de armazenamento de energia deverão receber R$ 4,55 bilhões.
O leilão combina fundos de inovação, crédito corporativo e recursos não reembolsáveis para pesquisa e empreendedorismo de base tecnológica.
O capital público destinado a viabilizar as operações soma R$ 13,2 bilhões, sendo R$ 9 bilhões para fundos e R$ 4,2 bilhões para crédito corporativo. O restante do volume previsto deverá ser mobilizado pelas instituições financeiras.
A maior parcela dos investimentos ficou com a circularidade de resíduos minerais e industriais, com R$ 11 bilhões, cerca de 22% do total.
O Bradesco foi selecionado para essa cadeia e também para fertilizantes verdes, bioinsumos e proteínas alternativas, com R$ 9 bilhões, e biomateriais e química verde, com R$ 8,5 bilhões.
Já o Itaú ficou responsável pela cadeia de automação e inteligência artificial aplicada a processos produtivos e tecnológicos, com R$ 9,75 bilhões.
Como contrapartida, as propostas homologadas preveem aproximadamente R$ 249,8 milhões em recursos não reembolsáveis no primeiro ano para pesquisa, desenvolvimento tecnológico e empreendedorismo.
Também reservam entre 10,25% e 20% dos investimentos dos fundos de inovação para projetos em cooperação com universidades e instituições científicas e tecnológicas.
Além dos quatro bancos selecionados, participaram Citibank e Banco do Brasil.
O Eco Invest integra o Plano de Transformação Ecológica e busca atrair capital privado nacional e internacional. Segundo os ministérios, os cinco leilões do programa já mobilizaram mais de R$ 190 bilhões.