
Valor Econômico
O preço da gasolina caiu 1,69% em novembro e foi a principal pressão para baixo no resultado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mês. Sua influência foi de 0,09 ponto percentual (p.p.) negativo. Isso significa que, se o preço da gasolina tivesse se mantido estável, o IPCA teria subido 0,37%, e não 0,28%.
De acordo com o gerente do IBGE responsável pelo índice, André Almeida, o resultado de novembro foi muito influenciado pela queda da gasolina. A taxa de 0,28% é a mais baixa para novembro desde 2018, quando houve recuo de 0,21%.
Ao ser questionado sobre esse marco do IPCA mensal, Almeida destacou o impacto do comportamento do preço do combustível para esse resultado.
“A gente precisa olhar principalmente os principais impactos no índice do mês. Quando olha para novembro de 2023, a queda da gasolina teve influência de 0,09 ponto percentual. No caso de 2023, o IPCA foi muito influenciado pela queda da gasolina”, disse.
No dia 21 de outubro, a Petrobras reduziu em 4,09% o preço da gasolina nas refinarias, o que segundo Almeida pode ter contribuído para o comportamento observado no IPCA. Na média, os preços de combustíveis caíram 1,58% em novembro. Assim como no caso da gasolina, houve queda no etanol (-1,86%), mas foram registradas altas em óleo diesel (0,87%) e gás veicular (0,05%).
Se a gasolina ajudou a segurar o resultado, Almeida citou fatores ligados à demanda e à oferta que pressionaram a inflação para cima em novembro. “A gente observa efeitos sazonais pelo lado da demanda, principalmente aqueles ligados ao turismo, assim como efeitos ligados à oferta, como calor e chuvas, que afetam os preços de alimentos”, disse.
Os preços de passagens aéreas subiram 19,12%, a terceira alta seguida em dois dígitos, e a alta dos preços de alimentação e bebidas acelerou de 0,31% em outubro para 0,63% em novembro.