EIXOS
Em mais um dia marcado pela volatilidade, os preços do barril de petróleo voltaram ao patamar abaixo dos US$ 100 na segunda-feira (23/3), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuar das ameaças ao Irã e sinalizar conversas com o país persa.
Analistas, porém, são céticos quanto aos avanços concretos das negociações.
Em participação na CERAWeek, em Houston, Jim Mattis, ex-secretário de Defesa durante o primeiro mandato de Trump, afirmou a uma plateia de executivos do setor de petróleo e energia que não há perspectivas de uma solução imediata para a guerra.
Trump enviou secretários do alto escalão à conferência para reforçar a mensagem de estímulo à produção de petróleo e gás.
O acordo se dá num contexto de mudança nos fluxos de GNL. Cerca de 19% do suprimento global desse energético foi afetado pelo conflito.
Principais exportadores da commodity, os Estados Unidos são candidatos naturais a compensar (ainda que parcialmente) a queda da oferta do Catar.
Rota do gás. Para o secretário geral do Fórum de Gás do Mediterrâneo Oriental, Osama Mobarez, o cenário reforça a necessidade de diversificação não só de fontes de gás, mas também de rotas de suprimento.
Na prática, enquanto isso, o Estreito de Ormuz segue fechado. É o principal gargalo para o retorno da produção do Oriente Médio ao mercado.