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Países reavaliam estratégias no tabuleiro internacional

A Opep sofreu um revés na terça-feira (28/4), com o anúncio dos Emirados Árabes Unidos de que vão deixar o cartel a partir de maio. 

  • Membro desde 1967, o país era o terceiro maior produtor do cartel, com uma extração de mais de 3 milhões de barris/dia, mas vinha demonstrando insatisfação com as cotas produtivas acordadas entre os membros do grupo para controlar o nível de oferta no mercado. 

A decisão foi anunciada em meio ao conflito no Oriente Médio que está restringindo as exportações da região, devido ao bloqueio à navegação no Estreito de Ormuz por outro membro da Opep, o Irã. 

  • Mesmo com a restrição geográfica, os Emirados Árabes Unidos conseguem exportar parte da extração por meio do Mar Vermelho. Com isso, a saída do cartel tende a deixar o país mais livre para ampliar a oferta ao mercado internacional.
  • ”Os Emirados passam a ter maior autonomia para expandir sua produção de acordo com seus próprios interesses, sem a necessidade de seguir as diretrizes da política produtiva da Opep+”, diz o analista da StoneX, Bruno Cordeiro. 

As tensões internacionais e os impactos no mercado de energia desencadeados pelo conflito entre Estados Unidos e Irã estão levando diversos países a recalcular estratégias e a se reposicionar no tabuleiro internacional

O cenário também reverbera no Brasil: o contexto atual reforça a necessidade de medidas que ajudem a fomentar o aumento da disponibilidade de gás natural nacional no mercado brasileiro, destacou o secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia (MME), Renato Dutra, no primeiro dia da gas week 2026, em Brasília. 

Produtores que atuam no mercado brasileiro reforçaram a defesa da ampliação da oferta regional na América Latina, mas indicaram que são necessárias mudanças para viabilizar os investimentos. 



Falando em ampliação da oferta. A PPSA está alterando seu planejamento para passar a atuar na coordenação entre os agentes que atuam no pré-sal e viabilizar o aumento da oferta de petróleo e gás, inclusive em reservas menores, disse o presidente da estatal, Luis Fernando Paroli, durante a gas week 2026.

  • Entre as ações nesse sentido estão conversas com petroleiras privadas para discutir novas infraestruturas conjuntas de escoamento para acumulações menores de gás.
  • A estatal, inclusive, vai promover um seminário técnico junto com a ANP no dia 5 de maio, paralelo à OTC em Houston, para apresentar a investidores o leilão de petróleo da União previsto para julho. 

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