Ultra almeja ser um gigante de óleo e gás

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Valor Econômico

Um dos grupos empresariais mais tradicionais do país, com receita líquida de R$ 81,2 bilhões no ano passado, o Ultra quer ser um gigante com nova cara. Com a venda da Oxiteno, da área química, e da rede de farmácias Extrafarma, o conglomerado financiará a consolidação de suas operações em óleo e gás, passo que em algum momento levará à entrada no mercado de gás natural, disse, em entrevista exclusiva ao Valor, o presidente do conselho de administração e acionista da Ultrapar, Pedro Wongtschowski.

A caminho de comprar sua primeira refinaria, a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), o Ultra não deu só uma guinada de estratégia e portfólio. Nas diretorias e no conselho de administração, a renovação nos últimos três anos gira em torno de 70%. A mudança mais recente, ratificada ontem, inclui a chegada de Marcos Lutz (ex- Cosan), Otávio Castello Branco Neto (do Pátria) e José Luiz Alqueres (um dos grandes especialistas em energia no país) ao colegiado. E será coroada no decorrer dos próximos dois anos com a escolha do sucessor do próprio Wongtschowski, que inicia novo mandato como presidente do conselho.

A jornada rumo ao “novo” Ultra não foi fácil. Houve alguns tropeços e os desafios externos à companhia não foram poucos. E ocorre sob forte escrutínio dos investidores, que há algum tempo questionam, sobretudo, margens da Ipiranga. Segundo Wongtschowski, a gestão da distribuidora de combustíveis também está em revisão.

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