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Fonte: Valor Online

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, mostrou-se otimista, ontem, com o resultado da oferta de ações ordinárias da companhia feita pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e destacou a boa colocação dos papéis no varejo e o aumento da liquidez em bolsa proporcionado pela operação. Para nós, foi importante ter um voto de confiança de milhares de investidores no nosso projeto, na agenda transformacional que estamos implementando, disse Castello Branco ao Valor.
Segundo ele, dos R$ 22 bilhões levantados na oferta, cerca de R$ 3,5 bilhões foram colocados no varejo no Brasil. O que é bom porque fomenta o crescimento do mercado de capitais. Tem mais pessoas tendo ações individualmente no lugar de fundos, afirmou. Para Castello Branco, além de a oferta ter sido boa no varejo, houve um fenômeno que chamou a atenção: A qualidade dos investidores melhorou. [vimos] Investidores mais comprometidos com o longo prazo.
Ele considerou o desconto da operação, de 1,57% sobre o valor de fechamento da ação em bolsa na quarta-feira, como bem razoável. E acrescentou: Não foi nada exagerado. Nas contas do executivo, o Estado brasileiro passa a deter 50,3% das ações ordinárias da Petrobras depois da oferta. Castello Branco se envolveu pessoalmente nos esforços da oferta. Estivemos o tempo todo em contato com o BNDES, disse o executivo. Embora o vendedor das ações seja o BNDES, perguntas sobre a empresa foram endereçadas à petroleira.
Castello Branco e equipe participaram de apresentações para investidores no Brasil e no exterior. Houve encontros no Rio, São Paulo, Londres e nos Estados Unidos. Também se envolveram nos esforços de venda a diretora-executiva financeira da petroleira, Andrea Almeida, e o diretor-executivo de exploração e produção, Carlos Alberto Pereira de Oliveira, além de Carla Albano, gerente-executiva de relações com investidores. Castello Branco e Gustavo Montezano, presidente do BNDES, estiveram em Boston e Nova York esta semana.
O presidente da Petrobras preferiu não comentar sobre os prazos para que o BNDES venda a fatia de ações preferenciais que o banco ainda detém na Petrobras. Depende do banco, afirmou. O BNDES possui 18% das ações preferenciais (sem direito a voto) da estatal, avaliadas em R$ 30 bilhões. Na estratégia da carteira de renda variável, o BNDES pretende dar andamento, depois da oferta de ONs de Petrobras, à venda de ações da JBS.
Castello Branco disse que desde abril de 2019 foram colocados no mercado cerca de R$ 30 bilhões de ações da Petrobras, considerando as ofertas dos papéis da companhia feitas pela Caixa e pelo BNDES. Ontem a Petrobras divulgou comunicado confirmando que o preço na oferta ficou em R$ 30 por ação, totalizando R$ 22 bilhões. Segundo a empresa, 17,55% do total das ações da oferta foram destinadas prioritariamente a investidores não institucionais e 82,45% a investidores institucionais.

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