Valor Econômico
A venda de combustíveis para veículos leves, equipados com motores a ciclo Otto, devem registrar recordes em 2026 e 2027, estima a consultoria StoneX. As vendas de gasolina e etanol hidratado devem fechar 2026 com venda de 63,16 milhões de metros cúbicos (m³), o que corresponde a uma alta de 2,67% em relação a 2025. Para 2027, a StoneX projeta uma venda de 64,44 milhões de m³, alta de 2,04% na comparação anual. Os números não consideram as vendas de diesel.
A empresa de consultoria indica que o crescimento da comercialização vai perder ritmo entre este ano e o próximo, mas ainda assim segue sustentado pelo consumo das famílias e expansão da frota circulante de veículos flex, que podem ser abastecidos por etanol e gasolina.
De acordo com Letícia Corrêa, analista de mercado da StoneX, o etanol hidratado puxa as vendas dos combustíveis leves, com alta projetada de 5,8% em 2026, para 22,47 milhões de m³, chegando a uma elevação de 7,30% em 2027, o equivalente a 24,11 milhões de m³.
O desempenho pode se explicar pela safra recorde, pela paridade de preço favorável ao etanol frente à gasolina e ao ganho de participação de mercado em todas as regiões. Segundo Corrêa, o “share” nacional passa de 24,90% em 2026 para 26,19% em 2027.
No caso da gasolina C, com adição de 32% de etanol anidro, as projeções indicam alta de 1,67% nas vendas em 2026, para 47,43 milhões de m³, apoiada pelo forte desempenho do primeiro semestre. Corrêa destacou que o crescimento nas vendas está mais acentuado no Norte e no Centro-Oeste, com percentuais de, respectivamente, 4,06% e 3,28%. O Sul deve fechar o ano com aumento de 3,05% nas vendas de combustíveis leves, enquanto Sudeste (2,2%) e Nordeste (2,49%) completam o quadro.