De olho em novas fronteiras, petroleiras internacionais traçam planos exploratórios para o Brasil 

Petróleo fecha em queda com otimismo para oferta e negociações
22/09/2026
Deputados querem suspender imposto de exportação do petróleo
22/09/2026
Mostrar tudo

EIXOS

Grandes petroleiras que atuam no Brasil vão ampliar as atividades exploratórias no país nos próximos anos, sobretudo em novas fronteiras, como a Margem Equatorial e a Bacia de Pelotas.

  • Na segunda-feira (21/9), executivos de petroleiras internacionais que participaram da ROG.e, no Rio de Janeiro, apontaram planos para novos investimentos em ativos brasileiros. Confira a cobertura do estúdio eixos

A estadunidense Chevron confirmou que contratou um levantamento sísmico da SLB e da Shearwater GeoServices na Bacia da Foz do Amazonas, a 130 quilômetros do poço Morpho, onde a Petrobras anunciou uma descoberta no mês passado. (Reuters)

Já a portuguesa Galp mira oportunidades de expansão da carteira exploratória em novas fronteiras, afirmou a Country Manager da companhia no Brasil, Paula Pereira da Silva.

  • “O Brasil reúne já uma capacidade de performance comprovada, de competência comprovada e de entrega, que é algo que acho muito distintivo”, disse a jornalistas. 

A renovação do interesse pelo Brasil vem em um momento de queda na ampliação de reservas de petróleo e gás em todo o mundo. O número de novas descobertas em 2025 caiu para o nível mais baixo em mais de 40 anos, segundo dados da Global Energy Monitor, compilados pelo Nikkei Asia. (Valor)

Tem espaço pra todo mundo. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse durante a abertura do evento que a estatal vai focar não apenas na ampliação das atividades em novas fronteiras, mas também no uso de tecnologias para ampliar a vida útil de campos maduros.

  • Chambriard lembrou que o consumo de energia do Brasil vai crescer nos próximos anos, tanto de fontes fósseis quanto renováveis, e que, por isso, o país “vai precisar agregar fontes de energias renováveis equivalentes, no mínimo, a duas vezes a capacidade atual da Eletrobras nas próximas duas décadas e meia”. 
  • A executiva indicou ainda que o novo Plano de Negócio da estatal, que será divulgado entre novembro e dezembro, deverá trazer novos investimentos em exploração e produção internacional, além da meta de autossuficiência no refino de diesel
  • Mas cobrou estabilidade regulatória: dirigindo-se ao diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Artur Watt, a executiva afirmou que previsibilidade e respeito aos contratos são condições indispensáveis para os investimentos da indústria.

Futuro do imposto de exportação. A taxa sobre a exportação de petróleo bruto é uma política temporária, que só se justifica em picos de preço, e não deve ser permanente em um eventual quarto mandato de Lula, afirmou o coordenador do programa de governo do PT, José Sérgio Gabrielli.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *