BNDES quer incentivar inovação na cadeia de petróleo

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Fonte: Estadão

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sinalizou nesta quinta-feira, 13, para o mercado de petróleo e gás que terá mecanismos para incentivar projetos com componentes relevantes de inovação e sustentabilidade no setor. De acordo com a chefe do departamento de bens de capital, indústria e serviços do banco, Ana Cristina Rodrigues da Costa, que participou de seminário sobre conteúdo local no Rio, o banco estuda novas políticas de tramitação para vários setores, inclusive petróleo, que devem ser anunciadas após as eleições.
Segundo ela, um estudo realizado pelo BNDES e que deve ser publicado nos próximos dias mostrou que a cadeia de petróleo e gás figura entre as que geram maior “transbordamento”, ou seja, impactos positivos de novas aplicações tecnológicas para outros segmentos, ao lado das indústrias de defesa e de equipamentos médicos. “Na cadeia de fornecimento, onde queremos trabalhar fortemente com vocês é justamente em projetos de inovação e sustentabilidade, até porque temos uma visão de trabalhar pelo transbordamento dessa capacidade inovadora”, disse.
Nas contas apresentadas pela chefe do departamento do BNDES, o setor deve receber cerca de R$ 290 bilhões entre 2018 e 2021, 55% dos R$ 518 bilhões estimados para o conjunto da indústria no período. O mercado para essa cadeia depende menos de compras públicas do que outros dois setores com transbordamento semelhante. Por isso, tende a receber mais recursos, já que suas vendas para o setor privado não são impactadas pela situação fiscal dos governos.
“Em defesa e equipamentos médicos, o ‘driver’ são as compras públicas. Então, não estão ainda no melhor momento”, disse.
O foco em P&D também foi ressaltado pelo secretário de petróleo e gás do Ministério de Minas e Energia, José Vicente Carvalho. Segundo ele, o setor precisa estar atento para as tendências da indústria 4.0.
Carvalho e a gerente de petróleo, gás e naval da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Karine Fragoso, concordaram que a indústria do setor não é rápida para acessar novas tecnologias.
“Políticas de conteúdo local precisam conseguir vislumbrar o que está vindo por aí (em termos de tecnologias e novas energias) para não correr o risco de atrapalhar o desenvolvimento de novas tecnologias”, disse o secretário.

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