Em baixa nas refinarias, gasolina ainda sobe nos postos

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Fonte: Valor Online

As reduções nos preços dos derivados, anunciadas pela Petrobras ao longo das últimas semanas, ainda continuam longe do bolso dos consumidores. Desde meados de outubro, os preços praticados pela estatal, nas refinarias, já acumulam retração de 13,1%, no caso do diesel, e de 6,3% na gasolina, mas, nos postos, a bomba não tem acompanhado a tendência de queda.
De acordo com o levantamento realizado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no mercado o preço médio da gasolina, no Brasil, subiu 0,13% na semana passada, na comparação com a semana imediatamente anterior. Entre os dias 6 e 12 de novembro, o litro do derivado atingiu o valor mais alto (R$ 3,681) desde a primeira semana de maio (01/05 a 07/05), apesar de a Petrobras ter reduzido em 3,1% os preços nas refinarias no dia 8. Já o preço médio do diesel recuou 0,13%, na semana passada, para R$ 3,005. O patamar da queda, no entanto, ainda é muito inferior à redução dos preços do derivado nas refinarias, que chegou a 10,4% na semana passada.
Ao anunciar os novos reajustes, na semana passada, a Petrobras estimou que o diesel poderia ficar até 6,6% mais barato para o consumidor, caso a redução nos preços na refinaria fosse integralmente repassada para as bombas dos postos de combustíveis. O percentual equivale a desconto de aproximadamente R$ 0,20 no litro do combustível. No caso da gasolina, o potencial de queda estimada pela Petrobras é de 1,3% o que equivale a cerca de R$ 0,05 por litro do combustível.
Os preços no mercado, contudo, são livres e o repasse dos reajustes praticados pela Petrobras depende das políticas comerciais das distribuidoras e também dos postos de combustíveis, que podem optar por repassar os reajustes para os clientes ou absorver os reajustes em suas respectivas margens.
Em meados de outubro passado, a Petrobras já havia informado ao mercado uma redução de 2,7% nos preços do diesel e de 3,2% na gasolina, mas o repasse ao consumidor final não se confirmou nas semanas seguintes. O presidente da estatal, Pedro Parente, chegou a dizer, recentemente, que o não repasse das reduções de preços ao consumidor final era, “de certa forma, decepcionante” para a Petrobras. “Era uma expectativa justa que tivesse acontecido [a redução], mas não há nada que possamos fazer a respeito. Os preços são livres”, disse Parente, em entrevista, no fim do mês passado.

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