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Entre os compromissos assumidos pelo Brasil no Acordo Climático de Paris, assinado durante a COP 21- Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança de Clima, está a redução de 43% das emissões de gases do efeito estufa até 2030. Para isso, o País deverá, além de combater o desmatamento, investir na produção de combustíveis limpos, a exemplo do etanol, que de 2005 a 2014 representou apenas entre 13% a 15% da matriz energética brasileira.

“É preciso que a produção nacional do etanol cresça dos atuais 24 a 28 bilhões de litros ao ano para cerca de 50 bilhões de litros até 2030 – aproximadamente 18% da matriz energética do País”, considerou o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool (Sindaçúcar-PE) e vice-presidente do Fórum Sucroenergético Nacional, Renato Cunha. Durante encontro com o secretário de Minas e Energia, Fernando Filho, em Brasília, nesta quarta-feira (26), Cunha defendeu a participação do etanol nordestino nessa perspectiva de expansão do investimento nacional em combustíveis limpos.

Atualmente, o Nordeste produz cerca de dois bilhões de litros de etanol por safra. Essa produção, contudo, ainda oscila muito de acordo com as condições climáticas. “Isso denota uma maior necessidade de investimentos no setor”, apontou. Nos últimos anos, a política de controle dos preços da gasolina – praticada pelo Governo Federal para proteger os cofres da Petrobras – penalizou o setor sucroalcooleiro. “O empresariado precisa de previsibilidade de preços e políticas”, ressaltou Cunha.

Fonte: Folha de Pernambuco

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