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O empresário Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira e o irmão João Pedro vêm mantendo conversas com a Petrobras, e com fundos investidores, para apresentar uma proposta de compra de uma fatia da BR Distribuidora. O plano, se bem-sucedida, pode marcar o retorno dos Gouvêa Vieira ao mercado de distribuição de combustíveis, quase dez anos após a saída da família da Ipiranga, em 2007.
O atual presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Gouvêa, confirmou ao Valor que a família tem interesse em voltar ao setor. Sem detalhar o quanto pretende investir na BR e tampouco quais são os fundos com os quais ele vem mantendo contato, o executivo afirmou que ele e o irmão “não têm cheque” para entrar no negócio sozinhos, mas disse acreditar que muitos fundos terão interesse em se juntar aos Gouvêa Vieira.
Segundo Eduardo, a família tem um bem valioso, que é a experiência na gestão de negócios de distribuição. E lembrou que poucos grupos no país têm experiência no setor, onde a família acumulou experiência durante décadas, por meio da Ipiranga – adquirida pelo pai dele, João Pedro Gouvêa Vieira. “Temos até equipe que podemos convocar”, disse Eduardo.
A presença da família no mercado de combustíveis remonta ao final da década de 1930 e é marcada por aquisições ao longo das quase sete décadas em que os Gouvêa Vieira fizeram parte da Ipiranga. Em 1939, o advogado João Pedro Gouvêa Vieira foi contratado por investidores argentinos para defendê-los da decisão de Getúlio Vargas de nacionalizar o setor.
Os argentinos não conseguiram reverter a decisão e foram obrigados a vender suas participações na Refinaria Ipiranga, em Rio Grande (RS). Sem interessados no negócio, decidiram então entregar parte das ações como honorários advocatícios a Gouvêa Vieira, sendo o restante pago posteriormente, em comum acordo.
Desde então, a Ipiranga adquiriu os ativos da Gulf Oil Corporation no Brasil, em 1959, e da Atlantic, em 1993, e se tornou a segunda maior distribuidora de combustíveis do pais. Donos de 20% da companhia, os Gouvêa Vieira só saíram da empresa em 2007, quando o Grupo Ultra, a Petrobras e a Braskem pagaram US$ 4 bilhões pela Ipiranga, até então controlada pelas famílias Tellechea, Ormazabaal, Gouvêa Vieira, Matos e Aguiar.
Na semana passada, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse que a estatal avalia três ofertas por uma fatia da BR. Sobre possível controle compartilhado da distribuidora com o futuro sócio, o executivo preferiu não entrar em detalhes, mas sinalizou que estuda “alternativas que produziriam maior interesse” pelo ativo.

Fonte: VALOR ONLINE

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