Itaúsa entra na disputa por compra de fatia da BR Distribuidora da Petrobras

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Fonte: Folha de São Paulo

A Itaúsa informou nesta terça-feira (1º) que, em conjunto com a Brasil Warrant Administração de Bens e Empresas e com a Cambuhy Investimentos, ingressou formalmente na concorrência pela compra de participação na BR Distribuidora, subsidiária de postos de combustíveis da Petrobras.
Holding do Itaú que reúne participações industriais, a Itaúsa informou em comunicado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que até agora não houve qualquer oferta ou contrato com a Petrobras sobre o assunto.

No início do mês passado, a Itaúsa disse, ao ser questionada após reportagem da Bloomberg sobre o interesse na BR, que não havia qualquer decisão de investimento a ser comunicada ao mercado.
Em meados de outubro, a Petrobras informou que distribuira, até aquele momento, mais de 90 prospectos de venda de participação na BR Distribuidora para potenciais parceiros, após iniciar a oferta do ativo a investidores com a nova modelagem, que permite o compartilhamento de controle na subsidiária de combustíveis.
No atual modelo de venda da BR, formalmente conhecida como Petrobras Distribuidora, uma estrutura societária envolverá as classes de ações ordinárias e preferenciais, de forma que a Petrobras permaneça majoritária no capital total, mas com uma participação de 49% no capital votante.
Além da Itaúsa, outros grupos, como a rede varejista Lojas Americanas, também manifestaram interesse em participar do processo.
A BR Distribuidora é hoje líder do mercado nacional, com 35% de participação, de acordo com dados do Sindicato das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom).
O BTG Pactual calcula que a empresa pode render aproximadamente US$ 3 bilhões à Petrobras.
DESINVESTIMENTOS
A venda da BR faz parte do programa de desinvestimento da Petrobras. Atolada em uma dívida de quase meio trilhão de reais, a empresa precisa fazer caixa. Além da venda de ativos, a empresa promove um grande arrocho em seus custos.
Até agora, a estatal anunciou operações de vendas de ativos no valor de US$ 9,8 bilhões, o equivalente a 65% da meta estipulada para o biênio 2015-2016.
O novo plano de negócios da companhia trouxe uma meta adicional, de US$ 19,5 bilhões para o período entre 2017 e 2018.

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