Novas prioridades surgem com a abertura do refino

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Fonte: Assessoria de Comunicação da Fecombustíveis

A cadeia de petróleo nunca mais será a mesma após a abertura do setor de refino. O novo desenho que se anuncia vai exigir planejamento integrado, tanto por parte do governo quanto dos agentes envolvidos, tanto do ponto de vista de regulamentação, como também do sistema logístico. A necessidade de estruturação da cadeia de combustíveis neste novo cenário foi o tema do evento “Desafios de um Novo Contexto no Downstream”, realizado em 7 de agosto, em Brasília, promovido pela Plural e demais parceiros.
A cerimônia de abertura contou com a participação de Márcio Félix, secretário de petróleo, gás natural e biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, e Waldery Rodrigues, secretário Especial da Fazenda do Ministério da Economia.
Helder Queiroz, ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), destacou os principais desafios da transição para o novo contexto com o ingresso de novos agentes no refino. “Estamos em um momento muito importante de mudanças para um regime novo de formação de preços, um novo ambiente concorrencial, que vai ser progressivamente introduzido a partir da venda das refinarias. Esta desconcentração do setor produz uma mudança substancial no sistema “, disse.
Queiroz citou que o fato de a Petrobras ser a responsável pelo suprimento de derivados no país, cujo conjunto de ativos foi programado para funcionar de forma eficiente e encadeada nesta estrutura de monopólio, a partir de agora exigirá novas demandas para a ANP que tem o papel de garantir o abastecimento no país. “A nova mudança vai ensejar novos dispositivos regulatórios para a garantia do abastecimento, como também vai alterar a cadeia de fluxos logísticos que temos hoje”, enfatizou.
As necessidades de alterações no sistema logístico, a partir deste novo cenário, foram apresentadas detalhadamente por Marcus D’Elia, diretor da Consultoria Leggio.
Os desafios tributários do setor de combustíveis foi o tema do painel que contou com a participação de Cristiane Alkmin, secretária de Fazenda de Goiás, Aurélio Amaral, diretor da ANP, Hugo Funaro, da DSA Advogados, entre outros.
A cobertura completa deste evento estará disponível na próxima edição da revista Combustíveis & Conveniência.

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