Para Unica, problemas nas usinas por conta do coronavírus são pontuais

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Fonte: Nova Cana

Além de queda na demanda no consumo de etanol, o isolamento tem provocado problemas pontuais em usinas de cana-de-açúcar no centro-sul do país. A afirmação é da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).

Entre os desafios encontrados estão a dificuldade para efetuar a colheita manual em alguns pontos isolados e o atraso na entrega de equipamentos a serem reformados.

“O primeiro impacto no curto prazo é a demanda de etanol para fins combustíveis. Para abril, alguns cenários de distribuidoras falam em 20% a 30% de queda na demanda”, afirmou o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues.

Um cenário de prolongamento do isolamento e baixa demanda poderá gerar problema de caixa nas empresas, segundo ele, pois 70% do valor recebido no ano-safra é desembolsado na própria safra para custear plantio, colheita e reforma de lavouras, entre outros gastos.

“Elas têm de manter produção, mas vendendo menos e a um preço que ainda pode ficar abaixo do custo de produção. Elas vão ter de vender mais para continuar produzindo”, completa.

Ao contrário do etanol, porém, no açúcar não houve impacto. “Até houve incremento nas vendas para o mercado interno. Não sei se é reforço das empresas, estoques ou supermercados, mas aumentaram as vendas”, pontua.

Nas lavouras, reformas de canaviais, que são dependentes de mão de obra, e manutenção em usinas podem ser prejudicadas com o isolamento.

“É um problema pontual ainda, pois em março de 2019 tínhamos 80 usinas produzindo e agora, são 79. Até 15 de abril, deveremos ter 198, ante as 157 do ano passado, a não ser que haja algum problema nos próximos 15 ou 20 dias”, disse.

Segundo Rodrigues, apesar dos problemas as usinas estão operando normalmente. De acordo com ele, manter a atividade é essencial para garantir o abastecimento de etanol, açúcar e bioeletricidade.

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