Petrobras deve manter venda de ativos após atingir meta

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08/02/2018
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Fonte: Valor Online

Parente, presidente, diz que política de gestão de portfólios deve continuar O presidente da Petrobras, Pedro Parente, sinalizou que a companhia poderá dar continuidade ao plano de venda de ativos a partir do ano que vem, mesmo que atinja a meta de US$ 21 bilhões para o biênio 2017-2018. A venda de ativos é um dos pilares de sustentação do plano da estatal de reduzir seu nível de endividamento, medido pela relação dívida líquida sobre Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) dos atuais 3,2 vezes para 2,5 vezes fim de 2018. “O que eu vejo, sob o meu ponto de vista, é que a empresa deverá continuar com uma política de gestão de portfólios, onde ela se concentra nos ativos que aumentam valor ou reduzam o seu risco e avalia alternativas para os ativos que não se enquadram nessa equação. Como qualquer empresa do mundo, todas elas fazem isso, uma gestão ativa de portfólio”, afirmou Parente, ontem, em café com jornalistas, no Rio. Parente sinalizou estar em posição confortável com a recuperação dos preços do barril do petróleo. Segundo ele, mantido o cenário atual do preço do Brent, próximo a US$ 70 o barril, durante o ano, o nível de endividamento da companhia ao fim de 2018 ficaria próximo de 2 vezes, abaixo, portanto, da meta estabelecida para este ano. Ele explicou que, apenas se a média anual do Brent ficar abaixo de US$ 62,40, o nível de endividamento estaria acima de 2,5 vezes, desconsiderando outros fatores, como redução de custos. Parente explicou que, nesse caso, para cumprir as metas de redução da dívida, se o cenário de preços se tornar desfavorável e for necessário, a estatal poderá lançar mão de um segundo grupo de ativos para a venda, da ordem de US$ 5 bilhões, elevando dos atuais US$ 40 bilhões para US$ 45 bilhões a carteira potencial de ativos aptos para venda. Nesse caso, segundo ele, a meta de venda de ativos de US$ 21 bilhões para o biênio 2017-2018 poderia ser ultrapassada em até US$ 5 bilhões. “Como está o mercado hoje, não é necessário [aumentar a carteira de ativos aptos para venda]”, ressalvou. As projeções, contudo, não consideram o impacto do recente acordo com investidores para encerrar a “class action” nos Estados Unidos, por US$ 2,95 bilhões, em três parcelas. O executivo acrescentou que tem a “convicção” de que a companhia firmou “o melhor acordo possível” e destacou que a empresa não trabalha com a necessidade de captação imediata. Segundo ele, se fosse necessário, a empresa teria recursos em caixa suficientes para arcar com todo o valor estipulado no acordo, de uma única vez. Parente comentou também sobre o andamento do atual programa de parcerias e desinvestimentos. Sobre a venda da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), cujo processo foi aberto na terça-feira, ele disse que o fato de a unidade possuir um terreno adjacente com um canal de acesso ao Golfo do México traz um “interesse especial” ao ativo no mercado americano. Questionado se a existência de passivos ambientais pode prejudicar o valor potencial da refinaria, Parente afirmou que “o mercado é que dirá o valor” do ativo e que o desejo é “obter o melhor resultado possível” com o negócio. O presidente da Petrobras disse, ainda, que a definição do modelo de negócios do programa de parcerias nas refinarias, no Brasil, se mostrou um processo “mais complexo do que o imaginado”. O executivo reiterou a intenção de buscar sócios, mas preferiu não dar prazos para divulgação do modelo do programa de parcerias e disse que não há definições sobre a estrutura societária a ser adotada. Parente disse esperar também que até em três meses haja novidades sobre uma eventual parceria para investimentos na conclusão da refinaria do Comperj, em Itaboraí (RJ). Segundo ele, na semana passada houve uma reunião “muito positiva” sobre o assunto. Embora não confirme a informação, a estatal negocia com a chinesa CNPC uma parceria no parque de refino do Rio. Ele contou também que as discussões para novas parcerias estratégicas “estão andando”. Parente citou, como exemplo, a conclusão da venda do campo de Lapa e da concessão de Iara, no pré-sal da Bacia de Santos, para a Total, e o acordo com a Statoil, para venda de 25% do campo de Roncador, na Bacia de Campos. Além disso, a empresa tem memorandos de entendimento com a ExxonMobil e CNPC e uma carta de intenções com a BP, para potenciais parcerias estratégicas.

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