Petrobras pretende se adequar a exigências do TCU até fevereiro

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Fonte: O Globo – RJ

BR segue processo de venda
A Petrobras planeja ajustar sua metodologia de venda de ativos às exigências feitas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) até fevereiro. De acordo com uma fonte próxima à estatal, será necessário fazer várias alterações e mudanças nos procedimentos que vinham sendo adotados pela companhia.
Na última quarta-feira, o TCU determinou a suspensão das vendas de ativos da Petrobras. Atendendo a um pedido da estatal, cinco projetos em fase avançada de negociação, seguirão em processo de venda. O nome dos projetos não foi identificado pelo tribunal.
Segundo uma fonte a par do assunto, uma das mudanças é que a estatal deve tornar público que está fazendo um convite inicial a um grupo de potenciais interessados no ativo à venda, mesmo sem divulgar quais empresas receberam a notificação — que é a primeira etapa do processo.
— Uma coisa importante é que o TCU reconhece que a Petrobras não precisa fazer leilão ou licitação para vender seus ativos — destacou a fonte, ao lembrar que essa alegação tem sido a base de algumas ações na Justiça, como foi o caso de contestações à venda da Gaspetro.
BR SEGUE PROCESSO DE VENDA
Outra mudança que será introduzida é que, a partir de agora, todos os diretores acompanharão todas as etapas do processo de venda dos ativos. Até então, o assunto era acompanhado pelo diretor financeiro, Ivan Monteiro, e pelo diretor da área do ativo. A diretoria só fazia a avaliação final.
Entre os projetos cujas negociações foram mantidas estão a venda do controle da BR Distribuidora; do projeto Topázio, que consiste na venda de 95 campos terrestres; e de nove campos de petróleo no litoral de Ceará e Sergipe.
A Petrobras manteve a meta de atingir, até o fim deste ano, US$ 15,1 bilhões em venda de ativos para o período 2015-2016. Até o momento, a petrolífera já levantou US$ 10,6 bilhões.
As vendas mais expressivas foram a fatia no Campo de Carcará, no pré-sal, por US$ 2,5 bilhões, e a rede de gasodutos no Sudeste (NTS), por US$ 5,2 bilhões.

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