Petróleo opera em queda após estoques nos EUA e de olho nos sinais da oferta

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Fonte: IstoÉ |

Os contratos futuros de petróleo opera em baixa nesta quinta-feira, com investidores concentrados no relatório de estoques de ontem dos Estados Unidos. Além disso, continua a pesar o ceticismo de que os cortes na produção liderados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) possam gerar uma grande reação diante dos elevados estoques globais.

O petróleo WTI para junho caía 1,30%, a US$ 47,20 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para julho recuava 1,32%, a US$ 50,12 o barril, na ICE, às 8h (de Brasília).
Os dados de ontem do governo americano mostraram um modesto declínio nos estoques de petróleo e outra inesperada alta no de gasolina, num momento em que as esperanças em relação à demanda por gasolina no verão local estão frágeis. Ao longo das últimas quatro semanas, a venda do combustível caiu 2,7%, na comparação com igual período do ano passado.

“Foi um pouco perturbador o fato de que os estoques de gasolina aumentaram outra semana, contrariando a sazonalidade, e claro que nós continuamos a ver um aumento na produção de petróleo dos EUA”, disse Bjarne Schieldrop, analista-chefe de commodities da SEB Markets.

As exportações de petróleo, por sua vez, seguiram mostrando força, o que agrava o desequilíbrio entre oferta e demanda. A S&P Global Platts informou que o petróleo dos EUA tem se tornado mais competitivo em relação aos preços, com o WTI sendo oferecido com um desconto em comparação com o petróleo de Dubai, a referência para a oferta do Oriente Médio e da Ásia. As exportações no mês passado tiveram alta de 38% em comparação com os oito últimos meses de 2016, segundo a S&P Global Platts.

“O mercado está em busca de recuos gerais nos estoques como evidência de que os cortes da Opep estão de fato levando a um reequilíbrio global”, afirmou o Société Générale. “Os dados dos EUA nesta semana não forneceram esta evidência.”

O quadro nos EUA intensifica a pressão para que a Opep e a Rússia continuem a restringir sua oferta, a fim de evitar uma erosão maior do preço. Uma decisão oficial sobre o tema deve sair quando o cartel se reunir ainda neste mês. Schieldrop, da SEB Markets, diz que uma mensagem negativa da Opep ou a falta de cooperação no mercado poderia levar o barril a US$ 45. A expectativa, segundo o analista, é de que o grupo dê garantias a investidores de que não inundará o mercado com a commodity. Fonte: Dow Jones Newswires.

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