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Fonte: Valor Econômico

O petróleo voltou a despertar otimismo do mercado, num momento em que os investidores que tinham abandonado a commodity há apenas um mês foram atraídos de volta por um movimento liderado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em favor do controle da oferta.
O segundo contrato do petróleo tipo Brent, a referência mundial, fechou ontem cotado a US$ 61,60 em Londres, numa alta acumulada de 21,33% em relação ao seu patamar mais baixo na véspera do Natal. Alta de 4,6% no dia. O segundo contrato do barril do petróleo WTI fechou a US$ 52,69, com recuperação de 23,05% em relação à sua maior baixa de 18 meses, registrada no dia 24 de dezembro. No dia, a alta foi de 5,15%.
O petróleo encerrou 2018 em queda livre, mas mudou de rumo devido a sinais de que Arábia Saudita, Rússia e outros grandes exportadores continuarão cumprindo a promessa do mês passado de reduzir a produção. O ministro da Energia da Arábia Saudita, Khalid Al-Falih, disse ontem que o plano estava sendo mantido.
“O petróleo [WTI] está disparando acima de US$ 50 com forte apoio da Arábia Saudita”, disse Jay Hatfield, gestor do InfraCap Active MLP ETF, com US$ 500 milhões em ativos sob cuidados, ainda durante o pregão.
Os avanços no encerramento da guerra comercial entre Estados Unidos e China aqueceram as perspectivas da economia, reforçando o ímpeto de alta do petróleo. “Todo mundo se concentrou, simplesmente, nos sauditas, e eles parecem bem determinados”, disse Matt Sallee, gerente de carteira da gestora de recursos de Tortoise, no Estado de Kansas, que administra US$ 16 bilhões em investimentos em energia.
A alta do petróleo ontem se manteve a despeito de um relatório de estoques mostrar queda menor na disponibilidade da commodity nos EUA. Dados do Departamento de Energia americano mostraram que os estoques caíram em apenas 1,7 milhão na semana passada. Embora essa baixa tenha ficado em linha com as expectativas, o relatório expôs que os estoques de gasolina e destilados dispararam num total conjunto de 19 milhões de barris, muito acima das piores estimativas.
Ainda assim, “não estamos prevendo um grande aumento nos estoques no primeiro trimestre”, diz Paul Horsnell, chefe de pesquisa para commodities do Standard Chartered. Para ele, a combinação entre cortes da Opep e menor crescimento da produção nos EUA vão ajudar a equilibrar o mercado.
A Opep e seus parceiros prometeram no mês passado reduzir a produção em 1,2 milhão de barris/dia para fazer frente à disparada da oferta dos EUA. Em Riad, Al-Falih disse ontem que isso ainda parece “mais do que suficiente” estabilizar os preços, embora não tenha descartado a possibilidade de tomar novas medidas caso necessário.

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