Petróleo se recupera e sobe com intensificação das atividades de refino nos EUA

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Fonte: istoÉ

Os futuros de petróleo operam em alta nesta manhã, recuperando-se de perdas da madrugada e retomando o tom positivo de ontem, após dados dos EUA gerarem expectativas de que os estoques do país logo mudarão a trajetória e começarão a cair.

Às 8h20 (de Brasília), o petróleo tipo Brent para junho subia 0,77% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 54,78 por barril, enquanto o WTI para maio avançava 0,59% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 51,45 por barril.

A última pesquisa sobre estoques do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês), divulgada ontem, mostrou um inesperado aumento no volume de petróleo bruto estocado nos EUA na semana passada. O documento, porém, também trouxe indicações de que uma intensificação das atividades de refino deverá interromper a tendência de expansão dos estoques americanos nas próximas semanas.
A produção dos EUA, por outro lado, avançou pela sétima semana consecutiva e atingiu 9,2 milhões de barris por dia, o maior nível em 14 meses.
Nos últimos tempos, os EUA têm sido a maior ameaça aos esforços da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e de outros grandes produtores, como a Rússia, de conter a oferta da commodity.
Ao longo do primeiro semestre do ano, a Opep, a Rússia e outros países que não pertencem ao cartel têm o compromisso de reduzir sua produção combinada em cerca de 1,8 milhão de barris por dia. Em 25 de maio, a Opep vai se reunir para avaliar se os cortes atingiram seu objetivo e a possibilidade de uma extensão do acordo para a segunda metade do ano.
Analistas estão otimistas em relação à demanda por petróleo, em meio a sinais de crescimento saudável este ano. Espera-se que refinarias independentes da China, segundo maior importador mundial da commodity, ampliem a demanda à medida que retomarem operações após o período anual de manutenção.
Dados da agência de estatísticas dos EUA, o Census Bureau, mostram que a China tornou-se o maior comprador de petróleo americano em fevereiro, à frente do Canadá. Fonte: Dow Jones Newswires.

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