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Fonte: Cana Online

No Brasil, existem duas plantas de produção de etanol celulósico (2G), a Bioflex 1, da Granbio, localizada ao lado da Usina Caeté, em São Miguel dos Milagres, Alagoas, que transforma bagaço, pontas e palha da cana em etanol. E a planta da Raízen, instalada na Usina Costa Pinto, em Piracicaba, SP. A primeira a produzir etanol 2G e já colocá-lo no mercado, isso em 2014.

Com o 2 G, o Brasil tem potencial para aumentar em 50% a produção de etanol apenas com uso de palha e bagaço, sem necessidade de ampliação de canaviais. Mas ainda o balanço econômico das unidades de E2G não fecha, tornando a produção inviável do ponto de vista financeiro.

Reverter esse problema é, portanto, um dos objetivos da pesquisadora da Embrapa Agronergia, Silvia Belém. Formada em engenharia química pela antiga Universidade Federal da Paraíba (UFPB), atual Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), com doutorado na mesma área pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Silvia atua com pesquisas na área de produção de etanol, sobretudo de 2G. “Se pensarmos na indústria desse biocombustível, o de primeira geração está bem desenvolvido e consolidado. Portanto, temos que avançar no de segunda geração.”

A linha de frente da pesquisa de Silvia é a de melhorar o processo produtivo, fazendo com que a levedura consiga assimilar a xilose presente no bagaço da cana e transformá-la em etanol. “Atualmente, existem fungos que fazem esse processo, mas, por enquanto, isso é apenas viável em escala laboratorial. Portanto, meu principal desafio é transformar isso em escala produtiva. Acredito que nos próximos cinco anos teremos algo mais concreto.”

Para ela, o E2G, quando consolidado, será uma alternativa a mais para o setor. “Nos estados onde é possível produzir etanol de cana, os ganhos serão muitos. Até mesmo as usinas do Nordeste, quando modernizarem seus parques industriais, poderão se beneficiar desse processo.”
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