Queda do preço de combustível leva a alta menor do IGP-M no mês

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Fonte: Valor Online

A redução de combustíveis efetuada pela Petrobras no fim de fevereiro diminuiu ligeiramente a inflação no atacado deste mês, avaliam economistas, assim como o movimento favorável do câmbio e o comportamento dos alimentos. Segundo a estimativa média de 17 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 0,06% em março, ante 0,08% em fevereiro. As estimativas para o dado, a ser divulgado hoje pela Fundação Getulio Vargas (FGV), vão de queda de 0,02% até aumento de 0,22%. Como, em igual período de 2016, o indicador avançou 0,51%, a inflação acumulada em 12 meses pelo IGP-M caiu novamente de acordo com a projeção média dos analistas ouvidos, de 5,38% para 4,88.

Com peso de 60% no indicador geral, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) ampliou a deflação de 0,09% para 0,26% entre fevereiro e março, estima Leonardo França, da Rosenberg Associados. Devido principalmente à trajetória dos preços no atacado, o IGP-M recuou 0,02% neste mês, diz. As cotações ao produtor ficaram menores tanto no segmento industrial quanto no agropecuário, que registraram queda de 0,08% e 0,75% na medição atual nas projeções da Rosenberg. A correção para baixo nos preços da gasolina e do diesel nas refinarias, em vigor a partir do dia 24 de fevereiro, tiveram efeito maior sobre o IPA industrial somente nessa leitura, diz França. Já os preços agrícolas, afirma, seguem em tendência negativa devido ao câmbio, que teve apreciação média de 0,66% no período de coleta do IGP-M.

Para a MCM Consultores, que trabalha com avanço de 0,07% do índice em março, as cotações de produtos agropecuários mostraram nova baixa em função das retrações esperadas para grãos e bovinos. Por outro lado, produtos in natura e leite devem ter subido no período, afirma a consultoria em relatório. Do lado do produtor industrial, a MCM observa que a retomada da ascensão do minério de ferro deve ser compensada pelas quedas de combustíveis e alimentos industrializados. Comparando o IGP-M com o IGP-10, que ficou em 0,05%, a Tendências Consultoria aponta que o indicador fechado no dia 20 deve subir para 0,13%, com recuo menos intenso no atacado. “A queda menor do IPA deve ser influenciada tanto pela aceleração dos preços industriais quanto pela deflação menor dos preços agropecuários, destacando-se os movimentos do minério de ferro e de grãos, respectivamente”, comentam os economistas da consultoria. Na contramão do previsto para as cotações ao produtor, os preços no varejo subiram em março nas estimativas dos economistas ouvidos. Responsável por 30% do IGP-M, o Índice de Preços ao Consumidor-M (IPC-M) avançou de 0,39% para 0,42%, influenciado pelos grupos alimentação e habitação, estima França, da Rosenberg. Por fim, já divulgado pela FGV, o Índice Nacional de Custo da Construção (INNC-M) desacelerou para 0,36% em março, depois de ter subido 0,53% um mês antes.

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