Venda de controle da BR distribuidora divide Petrobras

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Fonte: Valor Online

Ainda que esteja fora da pauta do conselho de administração, neste momento, a possibilidade de abertura do capital da BR Distribuidora voltou a ecoar nas “conversas de corredor” da petroleira, depois que a empresa interrompeu o processo de venda da subsidiária para reestruturação do modelo. Segundo um membro do conselho de administração da estatal, a proposta da companhia de vender 51% do capital votante da BR para um sócio, a partir de um modelo de controle compartilhado, nunca foi uma unanimidade dentro da empresa. Segundo a mesma fonte, as equipes de aquisição e desinvestimento e finanças, ambas subordinadas ao diretor financeiro e de relações com investidores, Ivan Monteiro, defendem a venda do controle da distribuidora. Mas a proposta não é consenso entre alguns membros das áreas técnicas de estratégia e refino, por exemplo. A hipótese de uma oferta pública inicial (IPO) da subsidiária nunca foi descartada, mesmo que a petroleira tenha optado, no ano passado, por prosseguir com a venda do controle compartilhado da BR. A Petrobras informou ontem que ainda não houve qualquer deliberação sobre o modelo de venda da BR dentro da diretoria ou do conselho de administração. A empresa comunicou também que ainda está analisando o reinício do processo de desinvestimento relacionado à participação da Petrobras na distribuidora, seguindo as orientações do Tribunal de Contas da União (TCU). Uma segunda fonte a par do assunto disse que a proposta de IPO da BR foi analisada pelo conselho da estatal ainda em 2015, porém desde que foi substituída pelo modelo de controle compartilhado, a possibilidade de abertura do capital da BR não voltou a ser discutida oficialmente pelo conselho. A carteira de ativos à venda da Petrobras está sendo reavaliada pela empresa, depois que o TCU determinou que a estatal revisse a sistemática de seus desinvestimentos. A petroleira decidiu então interromper o processo em curso para venda do controle compartilhado da BR, que estava suspenso por força de uma liminar concedida pela 3ª Vara da Justiça Federal de Sergipe desde dezembro de 2016. A decisão judicial saiu às vésperas da data para apresentação das propostas não vinculantes pelos 51% da distribuidora. Seria a partir do recebimento dessas ofertas que a estatal definiria quem teria potencial de negociação e teria acesso ao banco de dados da BR para um processo de diligência nos números, contratos e processos da empresa. Na sexta-feira, porém, a mesma vara federal decidiu pela extinção da ação popular que suspendia a venda de fatia na BR. Na defesa do processo, a Petrobras informou que mantinha contato com 25 interessados até 7 de novembro – o Citigroup enviou a oferta de venda da BR a 105 potenciais interessados. Algumas empresas, como a Itaúsa e Lojas Americanas, chegaram a manifestar publicamente o interesse pela BR. Segundo o conselheiro consultado pelo Valor, Brookfield, Vital, Reliance, GP, Total e a Advent são outras empresas que monitoram a operação. A venda da BR é tida como um dos principais trunfos do plano de desinvestimentos da Petrobras, que assumiu o compromisso de vender US$ 21 bilhões em ativos no biênio 20017-2018.

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