Ford venderá apenas carro elétrico de 2030 em diante na Europa

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Valor Econômico

A Ford deixará de vender carros com qualquer tipo de motor a combustão interna no Reino Unido e Europa a partir de 2030. É a meta mais ambiciosa de transição para os veículos elétricos na região entre as grandes montadoras.

Todos os modelos de carros de passageiros terão uma opção elétrica ou híbrida plug-in a partir de 2026 e a produção será 100% elétrica até o fim da década, segundo a montadora americana anunciou nesta quarta-feira.

“Prevemos que a maioria dos veículos já terá bateria elétrica em 2026”, disse o presidente da Ford na Europa, Stuart Rowley, ao “Financial Times”.

A Ford investirá US$ 22 bilhões em tecnologias de veículos elétricos até 2025 em todo o mundo. A montadora é a maior até agora a ter se comprometido a vender apenas veículos elétricos na região europeia a partir de 2030.

A Volvo Cars, menor que a Ford, planeja produzir apenas veículos elétricos a partir de 2030 em todo o mundo, enquanto a General Motors, que saiu da Europa em 2017, pretende ter todos seus carros de passageiros livres de emissões de carbono a partir de 2035.

Os veículos comerciais da Ford, que incluem o furgão Transit e a picape Ranger, terão opções híbridas para todos seus modelos já em 2024, mas ainda não há uma data para o abandono das vendas das versões com motores tradicionais.

A montadora prevê que quase 70% das vendas de picapes serão de versão híbrida ou a bateria elétrica até o fim da década.

A fábrica de motores da Ford em Dagenham, no Reino Unido, produz os motores a diesel usados na Transit e na Ranger, de modo que as instalações têm “um caminho muito importante à frente”, disse Rowley.

Todas as fábricas de motores da companhia americana na Europa farão “parte da transição” para os veículos elétricos, acrescentou o executivo, sem especificar se a Ford produzirá suas próprias baterias nas fábricas atuais ou se continuará a comprá-las de fornecedores.

A Europa é o principal mercado para veículos elétricos no mundo, tendo superado a China em 2020 no segmento de carros plug-in. A previsão é que as vendas continuem em alta, à medida que as regras de emissões de poluentes da União Europeia tornem-se mais rigorosas ao longo desta década.

Em 2020, um em cada dez carros vendidos na Europa e nos Estados Unidos era elétrico ou híbrido plug-in, uma vez que as montadoras intensificaram os esforços de vendas para cumprir as metas de emissão de gás carbônico relativas a 2020.

O Reino Unido já se comprometeu a não ter mais carros que sejam movidos apenas a gasolina ou diesel sendo vendidos a partir de 2030. A proibição à venda de qualquer tipo de veículo com gases de exaustão começa em 2035.

Rowley não quis detalhar quando a Ford deixará de importar à Europa o Mustang, seu clássico carro de potência, mas disse que o modelo está incluído na promessa de abandono das vendas de carros com motores a combustão a partir de 2030.

A Ford, que dará início às entregas do modelo de bateria elétrica Mustang Mach-e na região ainda neste trimestre, construirá seu primeiro modelo europeu movido a bateria elétrica em Colônia, na Alemanha, em 2023, usando a tecnologia de carros elétricos da Volkswagen.

As montadoras têm uma aliança mundial para reduzir custos por meio do compartilhamento de parte da tecnologia nos sistemas elétricos e autônomos.

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