Sonegação de etanol chega a 40% da produção, diz Emerson Kapaz

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Poder 360

O presidente do ICL (Instituto Combustível Legal), Emerson Kapaz, afirmou, nesta 4ª feira (12.ago.2026), que a sonegação pode atingir de 30% a 40% do etanol produzido no Brasil. A declaração foi dada durante o seminário “Combustível para um Brasil legal”, em Brasília (DF).

Kapaz defendeu a adoção da monofasia do ICMS para o etanol. No modelo, o imposto é cobrado uma única vez e concentrado no início da cadeia produtiva, como na saída das usinas. Segundo ele, a mudança reduziria o número de operações que precisam ser fiscalizadas e dificultaria esquemas para evitar o pagamento do tributo.

“A monofasia do etanol no ICMS vai nos permitir ter as vitórias que nós tivemos no combustível e no diesel, porque, de fato, você tributando no início da cadeia produtiva, só, por exemplo, nas usinas, você tem uma facilidade enorme de fiscalização”, afirmou.

Segundo Kapaz, a sonegação migrou da gasolina e do diesel para o etanol depois dos avanços no controle desses combustíveis. A prática cria concorrência desleal ao permitir que empresas que deixam de recolher tributos tenham custos menores do que os agentes que cumprem as obrigações fiscais.

O presidente do ICL disse que São Paulo é o Estado que mais sofre com o problema por concentrar o maior volume de usinas. Segundo ele, o modelo atual também dificulta o controle de operações sem nota fiscal e de outros mecanismos usados para evitar o recolhimento dos impostos. Para ler esta notícia, clique aqui.

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