Abalos provocados pelos veículos elétricos vão além do setor automotivo

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Fonte: Brasil Agro

Atualmente, os veículos elétricos são um nicho, representando pouco mais de 1% das vendas globais, mas algumas montadoras calculam que serão responsáveis por 25% de seu faturamento até 2025. Um abalo sísmico dessa natureza pode transformar a indústria automotiva, sem falar em petrolíferas e mineradoras. Devido aos preços elevados das baterias, os veículos elétricos são altamente dependentes de subsídios governamentais. Regras sobre emissões de poluentes impõem custos adicionais ao setor e as montadoras precisam encontrar formas de gerar lucros e cumprir exigências para contenção da poluição.
Agora talvez os veículos elétricos causem prejuízos às montadoras, mas os regulamentos globais contra poluição, a tecnologia e a demanda farão com que se tornem parcela importante das vendas dentro das próximas duas décadas. Os investimentos de hoje podem determinar se as montadoras poderão atender à demanda futura de maneira lucrativa. Na Ford, a expectativa a partir de projeções de mercado é que os motores elétricos, híbridos e de combustão interna representem parcelas praticamente iguais de sua linha de produtos até 2030. Até lá, os veículos elétricos representarão 20% das vendas, segundo a Bloomberg New Energy Finance.
Facilidades para os carros elétricos precedem regras globais duras
Diante do preço baixo da gasolina, os veículos elétricos ficaram altamente dependentes de subsídios governamentais, mas as montadoras precisarão absorver mais custos à medida que os padrões globais de emissão de poluentes ficam mais rigorosos. A queda nas vendas de veículos de energia nova na China em janeiro ilustra esse quadro. As vendas desabaram 74% após o governo central reduzir os subsídios em 20% e haver limitação adicional de incentivos em nível local. Até 2025, 10-17% dos carros vendidos na União Europeia talvez precisem ser elétricos para cumprir as regras de emissão de poluentes, de acordo com a Bloomberg New Energy Finance. Na Califórnia, a expectativa é de uma parcela parecida.
Europa define metas agressivas para veículos elétricos, talvez EUA se interessem por conformidade
As montadoras europeias têm metas agressivas para as vendas de veículos elétricos. Já as montadoras dos EUA e do Japão costumam ser mais reticentes. A diferença de estratégias pode refletir, de um lado, o objetivo de liderar o que seria uma migração significativa na direção dos carros elétricos e, de outro, o desejo de evitar erros caros por causa da incapacidade das montadoras de encontrar uma maneira lucrativa de vender veículos elétricos. Regras de emissão de poluentes ao redor do mundo exigem que as fabricantes vendam alguns veículos elétricos. Na Europa, o problema com o diesel aumenta esse ímpeto (Bloomberg, 10/3/17)

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