Cresce parcela estrangeira na produção de petróleo

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Fonte: Valor Econômico

O programa de venda de ativos da Petrobras e o leilão do pré-sal devem acelerar neste ano o movimento de desconcentração da produção de petróleo e gás no Brasil. Embora a estatal continue sendo responsável pela operação dos principais projetos previstos para o ano, a companhia deverá ter um pequeno aumento de produção, enquanto crescimento das petroleiras estrangeiras e privadas nacionais tende a se intensificar.
Em 2016, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), a produção dominada pelas petroleiras estrangeiras, com pequena participação de privadas nacionais, cresceu 14% e atingiu, em média, 457 mil barris diários de petróleo até novembro, puxada sobretudo por Shell e Petrogal (sócias da estatal no campo de Lula, no pré-sal). A produção fora da Petrobras, que era de 16,5% do total, subiu para 18,4%. Neste ano, a previsão é de que essa parcela aumente cerca de 90%, para 870 mil barris diários em média. A produção da estatal brasileira, por sua vez, deve ter um pequeno aumento, não superior a 2%, para 2,07 milhões de barris/dia.
Entre os projetos previstos para começar a operar em 2017 estão as áreas de Lula Sul e Lula Norte, da Petrobras em sociedade com Shell e Petrogal; o teste de longa duração de Libra, que tem Shell, Total, CNPC e CNOOC entre os sócios, todos no pré-sal da Bacia de Santos; e o projeto de Atlanta, no pós-sal da Bacia de Santos, operado pela Queiroz Galvão Exploração e Produção, em sociedade com a Barra Energia e OGX.
A diversificação do setor começou no fim da década de 1990, com a extinção do monopólio da Petrobras e o início das rodadas de concessão no país, que renderam descobertas importantes como Peregrino e Pão de Açúcar, ambas da Statoil, e Gato do Mato, da Shell. A partir de 2010, entretanto, houve um certo retrocesso por conta dos privilégios concedido à Petrobras no pré-sal.

A petroleira norueguesa Statoil planeja perfurar cerca de 30 poços de exploração neste ano, número 30% maior que o total perfurado no ano passado. A maior parte desses poços está na plataforma continental norueguesa, mas a empresa destaca que o Brasil “tornou-se ainda mais importante no portfólio” da companhia. No fim de 2016, a Statoil comprou da Petrobras, por US$ 1,25 bilhão, 66% de Carcará, no pré-sal da Bacia de Santos.

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