Estoques altos reduzem impacto dos cortes da Opep

Petróleo cai em meio a dúvidas sobre cortes da Opep e após dados da China
13/01/2017
Influência da Opep diminui em cenário favorável para pré-sal
13/01/2017
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Fonte: Valor Online

Está surgindo um grande obstáculo ao plano da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de elevar os preços da commodity com cortes da produção: as grandes reservas mundiais de petróleo que ameaçam o poder do cartel sobre os mercados. Os preços do petróleo subiram cerca de 20% desde que a organização, de 13 países, decidiu reduzir a produção, em novembro. No entanto, os analistas dizem que não há incentivo suficiente para que as tradings de petróleo comecem a esvaziar os tanques de armazenamento, que cresceram para níveis recordes em 2016. A Opep se apressa para encontrar maneiras de forçar a redução dos volumes de petróleo armazenado para níveis mais administráveis antes que as produtoras americanas lancem mão da recuperação dos preços para reativar sua produção. Ontem, a Arábia Saudita, o maior exportador mundial da commodity, anunciou um corte adicional à redução prometida sob o acordo da Opep. Sua produção caiu para menos de 10 milhões de barris/dia em janeiro, disse o ministro da Energia, Khalid al-Falih, e deverá cair ainda mais em fevereiro. “Nosso objetivo é colocar o mercado em rota acelerada de reequilíbrio”, disse em Abu Dhabi. Os comentários de Falih ocorreram um dia após o Departamento de Energia dos EUA ter informado um aumento de 4,1 milhões de barris nos estoques comerciais de petróleo, para 483,1 milhões de barris, na semana passada, mantendo-se bem acima da média histórica. Os estoques de petróleo dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) subiram para o recorde de quase 1,3 bilhão de barris em 2016. Esse volume é uma consequência de dois anos de preços baixos, que tornaram potencialmente lucrativo para as tradings comprar petróleo, armazená-lo em tanques, em navios e até em trens para vendê-lo posteriormente, quando os preços subissem. Os analistas dizem que todo esse petróleo armazenado constitui uma fonte reguladora de fornecimento – papel que a Opep há muito tenta desempenhar – o que significa que o produto pode ser liberado quando os preços sobem e acumulado quando as cotações caem. Em Nova York, o preço do petróleo WTI subiu 1,5% e fechou a US$ 53,01 o barril após os comentários de Falih, interrompendo uma sequência de vários dias de queda, alimentada pela preocupação com os altos níveis dos estoques e a produção de membros da Opep isentos de efetuar cortes, como a Líbia.

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