Licença da refinaria pirata estava suspensa

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22/12/2016
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Fonte: IstoÉ Dinheiro

A empresa que funcionava como refinaria pirata de petróleo furtado da Petrobras, em Boituva, interior de São Paulo, estava com a licença de operação suspensa desde novembro deste ano, segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A Speichim do Brasil obteve a licença para recuperação de solventes em junho de 2015, mas a autorização não contemplava o processamento de combustíveis. Segundo a Cetesb, depois de um incêndio que atingiu as instalações em março deste ano, em que um funcionário morreu, a Speichim foi multada em R$ 235 mil.
Vistorias feitas em julho, setembro e novembro últimos constataram irregularidades, como a destinação inadequada de resíduos e falta de sistema de controle de poluição, levando à cassação da licença. A companhia ambiental informou que o último registro de inspeção pela Cetesb de Itu, em 28 de novembro, constatou que a empresa estava com suas atividades paralisadas.
“No entanto, nesta terça-feira, 20, técnicos da Cetesb voltaram à empresa acompanhados de representantes da Transpetro, quando foi descoberto que no local estavam armazenados tambores contendo petróleo bruto e gasolina”, informa. Segundo a nota, a agência analisa o caso e decide que medidas administrativas serão tomadas.
Protestos
Em 2014, a Speichim foi alvo de protestos de moradores vizinhos por causa da emissão de odores decorrentes do processamento de produtos químicos. Quando a fábrica foi atingida pelo incêndio, moradores vizinhos deixaram as casas por causa da fumaça tóxica. Em junho deste ano, moradores voltaram a organizar um abaixoassinado para pedir fiscalização no local, em razão do mau cheiro.
Na terça-feira, após a constatação de que a empresa recebia e refinava o petróleo furtado, a fábrica foi lacrada pela Polícia Civil. Segundo o delegado Emerson Jesus Martins, um comboio com escolta entregará à Petrobras os 240 mil litros de petróleo e 160 mil litros de gasolina apreendidos na fábrica. O material será levado para a Refinaria Planalto, em Paulínia, também no interior paulista, onde passará por avaliação. Ainda conforme o delegado, a investigação vai apurar quem comprava a gasolina pirateada. “Temos evidências de que o combustível era distribuído em postos de abastecimento da região, mas precisamos saber quais eram os compradores e como era realizada a venda.”
A fraude foi descoberta pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante uma investigação de roubos de cargas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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